Até 2005, então com o nome Danças na Cidade, desenvolveu um intenso trabalho de promoção da dança contemporânea, especialmente dos jovens coreógrafos nacionais. Este trabalho teve o seu ponto alto nas várias edições do festival Danças na Cidade (entre 1993 e 2004) e em projectos de colaboração como Dançar o que é Nosso (iniciado em 1998). O festival afirmou-se, ao longo dos anos, como um momento de difusão da dança de grande relevância internacional, devido à sua aposta em novos criadores e ao seu espírito único de diálogo artístico e cultural. 

Em 2005, a associação alterou o seu nome para Alkantara e nasceu o Alkantara Festival, um festival que apresenta um conjunto de espectáculos, debates, conversas, concertos e festas, que ocupam os palcos principais de Lisboa, criando uma dinâmica de circulação de públicos, e contribuindo para o aprofundamento de uma cultura de partilha de recursos entre instituições culturais, que imprimem ritmo à cidade e ao trabalho dos agentes culturais.O festival aposta na apresentação de artistas com uma forte visão sobre o mundo e a contemporaneidade, e assume um papel decisivo na internacionalização das artes performativas nacionais. 

Numa visão transdisciplinar, os projetos integrados no Alkantara Festival cobrem as áreas da dança, do teatro, e todas as formas intermédias, criando pontes de interação com outras áreas artísticas. Mais do que a mera apresentação de espectáculos, o festival procura intervir diretamente na criação através de encomendas e coproduções, e constrói ligações de longa duração com os artistas, contribuindo para a afirmação de muitos artistas nacionais e internacionais.