Rituais de passagem

A tradição exige que aproveitemos este momento de final de ano para olharmos para trás e fazermos o balanço dos últimos 12 meses. Num 2017 sem festival, o Alkantara acolheu 13 residências artísticas, concluiu dois projetos europeus – a rede de festivais internacionais NXTSTP e o encontro internacional de artistas 1SPACE, acompanhou e produziu criações de Cláudia Dias e Urândia Aragão, juntou moradores de um bairro histórico de Lisboa e um conjunto de seis artistas na 2ª edição da TRAÇA, dedicada ao encontro com as artes performativas, em colaboração com o Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca. E muito mais…
Agora, é tempo de olharmos em frente, dedicando-nos ao que aí vem. O ano de 2018 traz a 15ª edição do Alkantara Festival e o 25º aniversário da associação. Um ano de comemoração de uma história que começou com a primeira plataforma Danças Na Cidade, em 1993, 2018 marca também os 100 anos do fim da primeira guerra mundial; os 50 anos de Maio de 1968, momento chave na construção do sonho da democracia moderna; os 15 anos da invasão no Iraque pelos EUA, que marcou o início do cinismo sobre este sonho.
Em 2018 vamos comemorar e questionar o que fazemos quando comemoramos. Vamos tentar por em diálogo a nostalgia com o sentido crítico – vamos convencer os sonhos a tornar o cinismo obsoleto.