Jorge Silva Melo & Miguel Aguiar – Eu Fui Mexer Nas Coisas Todas

Palácio do Machadinho
13 out às 22h30 e 23h00
14 out às 21h30 e 22h00
15 out às 20h00 e 20h30

entrada livre (lotação: 25 lugares)
levantamento de senha 30 minutos antes do início da sessão no local, no limite dos lugares disponíveis. Máximo 2 senhas por pessoa.

A 2ª edição da TRAÇA, a decorrer entre 13 e 15 de outubro de 2017, em vários espaços do bairro da Madragoa, é co-programada pelo Alkantara e dedicada ao encontro com as artes performativas. Seis artistas convidados produzem peças originais a partir da coleção de filmes de família do Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca, peças a apresentar em estreia absoluta em vários locais habitados pela comunidade do Bairro da Madragoa.
Os seis artistas envolvidos são Alex Cassal, Isabel Abreu, Raquel André, Sofia Dinger, Sofia Dias & Vítor Roriz e Silva Melo & Miguel Aguiar.
Jorge Silva Melo & Miguel Aguiar apresentam a peça Eu Fui Mexer nas Coisas Todas, com texto a partir do depoimento de Maria Manuela de Sousa.

Uma casa na Lapa. E as memórias de Maria Manuela Almeida: “quando eu era miúda, via a máquina de filmar e etc, mas não me interessava minimamente ver. A minha mãe morreu…” Que mundo era este em que uma senhora filma incessantemente. E vemos Veneza, a Suíça, Angola, Sesimbra, o casamento tardio do pai, a chegada de uma tia de África… Na penumbra, a sala enche-se de vozes, e sempre esta pergunta: “Quem era? Quem era a sua mãe?” E a filha lembra-se. Lembra-se de “ter cá vindo a casa um artista brasileiro, o Ivon Curi. E que houve um jantar, lembro-me dessas fotografias, mas é assim o único acontecimento em que me lembro de estar.” Ivon Curi. Quem não se lembra? “Ela só quer/ só pensa em namorar”, cantava ele.

Texto Jorge Silva Melo a partir do depoimento de Maria Manuela de Sousa Costa Almeida
Com Rita Brütt
Voz Isabel Muñoz Cardoso
Montagem Miguel Aguiar a partir dos filmes de Maria Manuela de Sousa
Produção Pedro Jordão/Artistas Unidos
Agradecimentos Christiane Jatahy, Maria Manuela de Sousa Costa Almeida, Direcção Municipal de Cultura – Lisboa
Duração 15 minutos

Jorge Silva Melo estudou na London Film School. Fundou e dirigiu, com Luís Miguel Cintra, o Teatro da Cornucópia (1973/79). Bolseiro da Fundação Gulbenkian, estagiou em Berlim junto de Peter Stein e em Milão junto de Giorgio Strehler. É autor do libreto de Le Château dês Carpathes (baseado em Júlio Verne) de Philippe Hersant, das peças Seis Rapazes Três Raparigas, António, Um Rapaz de Lisboa, O Fim ou Tende Misericórdia de Nós, Prometeu, Num País Onde Não Querem Defender os Meus Direitos, Eu Não Quero Viver baseado em Kleist, de Não Sei (em colaboração com Miguel Borges ), O Navio dos Negros, Sala Vip, entre outros. Fundou em 1995 a sociedade Artistas Unidos de que é director artístico. Realizou longas-metragens (Passagem ou A Meio Caminho, Ninguém Duas Vezes, Agosto, Coitado do Jorge, António, Um Rapaz de Lisboa) uma(curta-metragem (A Felicidade) e documentários (António Palolo e Joaquim Bravo, Évora, 1985, etc, etc, Felicidades, Conversa com Glicínia, Conversas em Leça em Casa de Álvaro Lapa, Nikias Skapinakis – O Teatro dos Outros, Álvaro lapa: A Literatura, António Sena, A Incessante Mão, Ângelo de Sousa: Tudo o que sou capaz, A Gravura: Esta Mútua Aprendizagem, Ainda Não Acabámos e Sofia Areal: um gabinete anti-dor). Traduziu obras de Carlo Goldoni, Luigi Pirandello, Oscar Wilde, Bertolt Brecht, Georg Büchner, Lovecraft, Michelangelo Antonioni, Pier Paolo Pasolini, Heiner Müller e Harold Pinter.

Miguel Aguiar nasceu em 1982. Licenciado em Cinema pela Universidade da Beira Interior. Trabalhou como montador em vários filmes dos Artistas Unidos, a partir de 2012. Co-realizou com Jorge Silva Melo A África de José de Guimarães e Jogadores, a partir da peça de Pau Miró. Co-realizou com Vitor Alves a curta-metragem O Antropomorfo.