Alex Cassal – Fantasmas (capítulos 1, 2 e 3)

Instituto Hidrográfico
13 out às 21h00 e 21h30
14 out às 18h30 e 19h00
15 out às 17h30 e 18hoo

entrada livre (lotação: 30 lugares)
levantamento de senha 30 minutos antes do início da sessão no local, no limite dos lugares disponíveis. Máximo 2 senhas por pessoa.

A 2ª edição da TRAÇA, a decorrer entre 13 e 15 de outubro de 2017, em vários espaços do bairro da Madragoa, é co-programada pelo Alkantara e dedicada ao encontro com as artes performativas. Seis artistas convidados produzem peças originais a partir da coleção de filmes de família do Arquivo Municipal de Lisboa – Videoteca, peças a apresentar em estreia absoluta em vários locais habitados pela comunidade do Bairro da Madragoa.
Os seis artistas envolvidos são Alex Cassal, Isabel Abreu, Raquel André, Sofia Dinger, Sofia Dias & Vítor Roriz e Silva Melo & Miguel Aguiar.
Alex Cassal apresenta a peça Fantasmas (capítulo 1, 2 e 3), construindo uma ficção a partir das imagens e personagens que os filmes contém.

Peço desculpas, mas vou começar esta sinopse com uma longa citação de André Bazin: “Só a objectiva nos dá do objecto uma imagem capaz de ‘libertar’, do fundo do nosso inconsciente, essa necessidade de substituir um objecto por uma coisa melhor do que um decalque aproximado: o próprio objecto, mas liberto das contingências temporais. A imagem pode ser esfumada, deformada, descorada, sem valor documental; procede pela sua génese da ontologia do modelo — ela é o modelo. Daí o encanto das fotografias de álbuns, que deixam de ser os tradicionais retratos de família para serem a presença perturbadora das vidas fixadas no seu tempo, libertas do seu destino, não pelos prestígios da arte, mas em virtude de uma mecânica impassível, pois a fotografia não cria, como a arte, a eternidade, ela embalsama o tempo e apenas o subtrai à sua própria corrupção.”
É algo para se ter em mente ao assistir a esta pequena novela assombrada por exílios, naufrágios, mortes, pistas falsas, identidades trocadas, cartas perdidas, despedidas dolorosas e uma paixão avassaladora que começa nas ruas de Veneza em 1964 e vem aos tropeços até os dias atuais.
Ou apenas aprecie o filme.

Criação e performance Alex Cassal
Colaboração Joana Frazão, Sofia Dias & Vítor Roriz
Agradecimentos Annibal Guimarães de Barros Cassal, Christiane Jatahy, Maria Helena Gomes de Sousa, Maria Manuela de Sousa, Maria Manuela de Sousa Costa Almeida, equipa da Companhia Olga Roriz e do Instituto Hidrográfico.
Duração 15 minutos

Nasceu em Porto Alegre, Brasil, em 1967. Encenador, dramaturgo e ator, licenciado em História. Faz parte do grupo brasileiro Foguetes Maravilha, responsável por espetáculos como Ele precisa começar e Ninguém falou que seria fácil. Tem colaborado com artistas das artes cénicas como Enrique Diaz, Dani Lima, Paula Diogo, Cláudia Gaiolas, Michelle Moura e Gustavo Ciríaco. Com Tiago Rodrigues, do grupo Mundo Perfeito, participou nos projetos Estúdios, Hotel Lutécia e Mundo Maravilha. O seu vídeo Jornada ao umbigo do mundo já foi exibido em países como Argentina, México, Cuba, Itália, Espanha, Alemanha, Grécia, Croácia, China e Japão. Em 2012, escreveu o texto Septeto Fatal para o Festival PANOS da Culturgest. Em 2016 encenou no Teatro Maria Matos o espetáculo As cidades invisíveis (apresentado também no Brasil, Argentina e Chile). Em 2017 escreveu e encenou o espetáculo Tiranossauro Rex para o Teatro Nacional D. Maria II e prepara Ex-Zombie: uma conferência para a temporada 2018 do mesmo teatro. Vive em Lisboa.
www.alexcassal.blogspot.com