Alkantara Festival 2018 – Espectáculo de Abertura

Bouchra Ouizguen
Corbeaux

23 – 25 maio
quarta e sexta → 20h
quinta → 17h e 20h
Castelo de São Jorge

Duração aprox. 40 min

Preço Entrada livre (mediante apresentação de entrada no Castelo de São Jorge)

Uma horda de mulheres vestidas de preto inicia movimentos rítmicos e gritos estridentes cadenciados que fazem desaparecer qualquer noção de tempo e de espaço. As figuras em movimento, carregadas com o peso das memórias dos rituais Issawa e Hmadcha de Marraquexe, evocam simultaneamente as longas noites de transe e um tempo em que a loucura tinha o seu lugar na sociedade, tal como descreve a literatura persa dos séculos IX e XII. A experiência é intensa e ao mesmo tempo universal e íntima, ligando intérpretes e público à ideia de origens. Da perspetiva da coreógrafa Bouchra Ouizguen, Corbeaux não se trata tanto de um espetáculo mas de “uma escultura sonora, bruta e urgente, que ressoa infinitamente”. A sensação que provoca no público, de ter estado numa longa viagem, perdura para lá do fim do espetáculo.

Desde que a peça foi encomendada pela Bienal de Marraquexe de 2014 e apresentada em frente à estação de comboios da cidade, o bando de Corbeaux tem pousado em lugares muito diferentes, desde instituições artísticas (a Tate Modern, em Londres, ou o Louvre, em Paris) a espaços públicos em Nova Iorque, São Paulo ou Beirute. Seis anos depois de apresentar o magnético Madame Plaza no Alkantara Festival em 2012, Bouchra Ouizguen abre esta edição do festival com uma versão de Corbeaux que inclui participantes locais e é apresentada no Castelo de São Jorge, lugar histórico e socialmente complexo.

Toda a programação em: www.alkantarafestival.pt