CLAIRE FONTAINE: em vista de uma prática ready-made

Espaço Alkantara
Lançamento do livro + Conversa + Performance
26 janeiro

21h // com Leonardo Araujo, Pedro Bismarck e Miguel Cardoso
Moderação: Mariana Pinho

O nome do livro dá nome a este encontro, que parte do conceito “greve humana” do coletivo para pensar a intervenção estética como prática política de um “artista ready-made”.

Claire Fontaine é um colectivo artístico sediado em Paris, fundado em 2004. Roubando o seu nome a uma marca popular de cadernos escolares, Claire Fontaine declarou-se um “Artista Readymade” e começou a elaborar uma arte Neo-Conceptual que frequentemente se assemelha ao trabalho de outros. Utilizando materiais como néon, vídeo, escultura, pintura e texto, a sua prática pode ser descrita como uma contínua interrogação sobre a impotência política e a crise da singularidade que parecem hoje definir a arte contemporânea. Mas se o artista hoje é o equivalente subjectivo de um urinol ou de uma caixa Brillo – tão descolocado, tão privado de valor-de-uso e tão trocável quanto os produtos que produz – há sempre a possibilidade a que Claire Fontaine chama “Greve Humana.” Claire Fontaine utiliza a sua frescura e juventude para fazer de si próprio uma singularidade-qualquer e um terrorista existencial em busca de emancipação subjectiva.

Claire Fontaine: em vista de uma prática ready-made é um livro de autoria do coletivo francês, produzido pela GLAC Edições, editado por Alex Flynn e Leonardo Araujo, com traduções de Aurore Zachayus, Fabio Morais, Lucas Parente, Noara Quinta, Luhuna de Carvalho, Mariana Pinho e Nuno Rodrigues.

22h30 // Performance com Sílvia Pereira

O [omniadversus. self-actualizing the subject]

‘O’ consiste numa experiência heteronímica imersiva num único corpo. Explora a identidade múltipla criando processos de subjetivação – linhas de fuga que transgridem as condicionantes do sujeito oficializado – através de uma prática imanente e impessoal, fora da dualidade caracteíristca do sujeito. ‘O’ promove uma intensa nomadologia que se prende com a vida. Integrados em circuitos sociais específicos, os heterónimos existem comopersona viva em constate devir, assumindo a intermitência da autoria.
‘O’ pretende desconstruir a medula da produção do sujeito e do autor. fomentando imprevisíveis atos de imanência do sujeito ou de objetos artísticos. Indagadora da funcionalidade do Eu, a plataforma ‘O’ prolifera como base para exercer a vacuidade do ser, incentivando o ser zero como mediação social e artística, expresso num presente multiplicável.

Organização: BUALA, GLAC Edições

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