Festival Cumplicidades no Alkantara

10 – 16 Março 21h30
11 Março 19h00
Espaço Alkantara

Coexistimos é uma colagem de metáforas sobre o desafio de ser só um e querer ser tantos.
Ser o tigre e o domador, um palhaço triste e um ataque de riso, viver vários corpos, querer ser a realidade dos seus sonhos. Como uma onda no mar, passar por estados temporários e estar inteiramente presente em cada um deles. O vaguear é um fim em si mesmo. Cheio de miosótis e a suar, a cantar e a dançar, um frenesim tão bom que parece magia. E é. Claro. No dia 10, após a performance Coexistimos será apresentada a variação performativa #1 do Projecto Internacional, depois de um intervalo de 20 minutos.Coexistimos faz parte do programa do Festival Cumplicidades 2018 que decorre entre 10 e 16 de março.

Concepção e Interpretação Inês Campos
Sonoplastia Filipe Fernandes e João Grilo
Desenho de Luz & Execução Mariana Figueroa
Projecção e desenhos Raphaël Decoster
Adereços & cenografia Inês Campos, Mariana Figueroa e Marta Figueroa
Aconselhamento artístico Pietro Romani
Fotografia Promocional Raphaël Decoster
Registo Audiovisual Marta Figueroa
Residências Teatro do Campo Alegre, Companhia Instável, Högskolan för scen och musik Gothenburg, Teatro De Ferro, deVIR CAPa, Free Flow, Bando dos Gambozinos
Apoio financeiro Teatro Municipal do Porto
Agradecimentos António Campos, Miguel Carneiro, Jorge Soares, JAS, Johannes Hallikas, Maria Lis, Teia Campos, Tânia Carvalho

INÊS CAMPOS (Porto, 1990)
Coreógrafa e performer, actualmente realiza a tournée da peça ‘Cutting Edge’, com a companhia finlandesa WHS, dirigida por Kalle Nio. Co-criou ‘HALE – estudo para um organismo artificial’ com o colectivo thistakestime.com, com quem desenvolve actualmente a peça ‘ELAH – estudo para um colectivo de organismos’. Foi intérprete de “Icosahedron” de Tânia Carvalho (2011/13) na sua tournée internacional e criou “Rêve géneral” (2012) e “SAPINS” com Raphaël Decoster (2015). Completou a Escola Superior de Dança; o Forum Dança PEPPC (Lisbon) e L.E.M. na Escola Internacional de teatro Jacques Lecoq (Paris); fez igualmente o curso de formadores musicais na Casa da Música (2014) e está envolvida como cantora e violoncelista em diversos projectos musicais, dos quais destaca ‘Sopa de Pedra’.

Projecto Internacional

Territórios dos Corpos: a proposta internacional surge com o intuito de gerar um maior diálogo entre os artistas dos países do Mediterrâneo, de criar um espaço onde possam confrontar a sua estética e universos individuais, dando origem a um processo colaborativo entre artistas que se encontram pela primeira vez.

Através de uma open call, pré-seleccionamos e convidamos 25 artistas a fazerem parte do júri para decidir os 5 finalistas que finalmente participam no Festival, não podendo escolher-se. Com este formato de selecção, tentámos questionar o trabalho dos programadores e curadores.
Os cinco artistas selecionados irão criar juntos, durante um mês de residência com AADK Espanha (Blanca, Espanha), uma peça com sete variações que serão apresentadas em sete espaços diferentes durante o Cumplicidades 2018. Sete espaços e variações que nos levam ao território dos corpos. Deste modo, o espaço torna-se a espinha dorsal do trabalho apresentado. Numa época em que a Europa resiste cada vez mais à diferença, seja cultural, ideológica ou geográfica, promovendo uma cultura de medo e desconfiança em tudo o que é diferente, esta colaboração leva-nos à multiplicidade e à diversificação. O corpo de hoje é um corpo que muda. Um corpo não institucionalizado que é capaz de absorver a emoção do nosso tempo, um corpo alienado, um corpo cada vez mais dependente da tecnologia e o organograma de um sistema que controla tudo. Um corpo contaminado, robótico, submisso, subversivo, político ou exilado. Um corpo errante, um corpo que compartilha, que se quebra, mutila, que protesta. Um corpo que nos diz o que somos e para onde vamos. Um corpo capaz, com sua presença, de criar novos conceitos. Um corpo que sobrevive e se move.
Direcção Artística Abraham Hurtado Intérpretes Gizem Aksu (TR), Myrto Charalampous (GR), Shira Eviatar (IL), Matías Daporta (ES), Oriana Haddad (EG/ IT) Desenho de som Selu Herráiz (ES)
ORIANA HADDAD (IT)
Nascida em Milão, de mãe italiana e pai egípcio. Actualmente vive e trabalha em Londres. O seu trabalho reside na pesquisa transdisciplinar sobre o corpo humano. Haddad combina dança contemporânea, performance, artes visuais, análise do movimento Laban e antropologia cultural e corporal. Os seus projetos abordam o corpo como um processo de de transformação e encarnação do mundo. O seu trabalho visa aumentar a conscientização sobre o potencial da encarnação como um processo através do qual a realidade e a experiência podem ser regeneradas.

MATIAS DAPORTA
Matías Daporta estudou coreografia na SNDO, após uma forte educação no mundo da moda. Actualmente estuda o impacto da tecnologia em ambientes, para criar performances que questionem o encontro social que o teatro oferece e cria novas maneiras de experimentar, relacionando-as entre si.

SHIRA EVIATAR (IL)
Shira Eviatar é uma artista interdisciplinar, coreógrafa e bailarina, que reside e trabalha em Tel Aviv. A sua pesquisa examina as raízes do corpo e da mente, assim como incorporamos as nossas gerações passadas, tradições e culturas. Os seus trabalhos incluem Body Roots, Body Mandala, Rising, Evyatar/Said, Three Generations: One Body e muito mais. Apresentou as suas obras em festivais em Israel, França, Alemanha, Áustria e Polônia. Foi recentemente convidada para ser artista convidada no SEAD e pela Bat-Sheva Dance Company, no âmbito do trabalho Rising. Participa no programa de bolsas DanceWeb (2015) e é formada em teatro-dança pelo Kibbutzim College. Estudou no Lee Strasberg Theatre & Film Institute em Nova York e em Kelim, uma entidade de pesquisa coreográfica.

GIZEM AKSU (TR)
Gizem Aksu é uma coreógrafa, bailarina e formadora que reside em Istambul. Actualmente, está a terminar o Proficiency Art Programme ao mesmo tempo que dirige seminários no Departamento de Dança Contemporânea da Mimar Sinan Fine Arts. As suas obras aproximam-se do corpo como rede de inter-relações entre arte, política e filosofia. Recentemente, começou a trabalhar na sua performance a solo ‘YU’, na Turquia e na Bélgica. Desenvolve também um processo criativo na Aakash Odedra Company (Reino Unido) para a criação de #Jesuis. Escreve críticas e artigos para www.mimesis-dergi.org

MYRTO CHARALAMPOUS (GR)
É uma artista e teórica a residir em Atenas. Começou os seus estudos no departamento de meios de comunicação da Universidade de Atenas, onde também completou o mestrado em estudos culturais e cinematográficos. Actualmente é doutoranda na Universidade Politécnica de Atenas (departamento de Arquitetura). Viveu dois anos na Alemanha (Berlim e Kassel). Participou em várias aulas de dança e programas intensivos enquanto colaborava com vários artistas (Reinhild Hoffmann, Deva schubert, Jun Jun, Rachel Kuhn, Stefan Kreutzer).

SELU HERRAIZ – Músico
(1981) “Pratico arte como uma desculpa para viver. Procuro uma integração do acto criativo na vida quotidiana. Analiso as relações entre espaço-tempo, memória e identidade, criando experiências e trabalhando com corpos, sons, espaços e imagens através de uma pesquisa transdisciplinar.
A fotografia ajuda-me a sair do tempo. A partir das palavras encontro respostas efémeras que, por sua vez, são o início de uma nova pergunta, o som para girar em círculos.”