David Marques – Ressaca

Espaço Alkantara
residência artística 1 a 19 fev

portas abertas 11 de fevereiro, 19h

Em 2014, David Marques esteve em residência no Alkantara a desenvolver Kin, uma peça de dança para um intérprete que investigava diferentes geografias, períodos de história e papéis sociais. Agora, o coreógrafo volta (ao Espaço Alkantara) acompanhado pelos intérpretes Madeleine Fournier, Mathieu Jedrazak, Johann Nöhles e Teresa Silva para desenvolver o projeto Ressaca.
Ressaca tenta um exercício que pode parecer contradizer a natureza da dança como arte autónoma: o letra a letra, a literalidade literária e musical. Se as ficções nascem dos buracos entre sentidos, como pode a dança sobreviver num espaço estreito em que o movimento não reclama a sua independência da música e da palavra? Pode a dança criar o seu texto, enquanto serve um outro texto – o do sentido? Será esse um textos dos sentidos?
Em Ressaca, os intérpretes querem dar a ver e a ouvir e aquilo que escrevem a partir de e com a música, aquilo que é coreografia – uma dança por emancipar – dirá tanto sobre a brutalidade dos gestos individuais quanto sobre a beleza do desejo de fazer grupo. 

David Marques
Torres Novas, 1985. David Marques é licenciado pela Escola Superior de Dança de Lisboa e frequentou a formação ex.e.r.ce do Centre Chorégraphique National de Montpellier, dirigida por Mathilde Monnier, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Começou a desenvolver o seu trabalho como coreógrafo em 2007 com o apoio da EIRA em Lisboa. Desde então, tem vindo a apresentar as suas peças em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Ucrânia e Israel. Criou ‘Motor de Busca’, ‘Future Plans’, ‘KIN’ e ‘Conquest’, uma adaptação coreográfica de um solo de Deborah Hay, comissariado pela Fundação de Serralves. Com Ido Feder criou ‘Bête de Scène’, ‘Images de Bêtes’, em colaboração com o fotógrafo Uri Gershuni, para o Festival Temps D’Images e ‘THE POWERS THAT B’, interpretado por Francisco Camacho e Tamar Shelef.
Tem sido regularmente apoiado pela Fundação Caloste Gulbenkian e pela Secretaria de Estado da Cultura/ Direcção-Geral das Artes para a criação dos seus projectos. Como intérprete destaca o trabalho com Francisco Camacho (‘im-‘ e ‘ANDIAMO!’), Filipa Francisco (‘A Viagem’), Tiago Guedes (‘Materiais Diversos’), Lígia Teixeira (‘Algum Dia Tinha que Ser a Sério…’), Maya Levy&Anando Mars (‘Renaissance’), Bosmat Nossan (‘Insect’), Loic Touzé (‘Fanfare’), David Wampach (‘URGE’), Lucie Tumova (‘On the Rocks’) e Emily Wardill, artista visual (‘I gave my love a cherry that had no stone’). Tem dirigido ateliers de composição coreógráfica nomeadamente no Fórum Dança, em Lisboa, Jerusalem Academy of Music and Dance e no âmbito do projecto Dance Research (SIDance) em Seoul.

Direcção e coreografia David Marques
Interpretação Madeleine Fournier, Mathieu Jedrazak, Johann Nöhles, Teresa Silva
Figurinos Tiago Loureiro
Desenho de luz Nuno Patinho
Espaço cénico Tiago Pinhal Costa
Produção PARCA
Co-produção Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest
Residências EIRA/Teatro da Voz, espaço do tempo, espaço alkantara, Teatro Municipal do Porto – Rivoli, CAPa – Centro de Artes Performativas do Algarve