HENRIQUE FURTADO – Bibi Ha Bibi

residência artística
5 a 30 de junho

Portas Abertas 
29 de junho, 19h

O ponto de partida deste projeto é o canto inuita, uma interação entre duas mulheres que, face a face, vão trocando padrões rítmicos e que termina assim que uma delas se ri. A vontade de desenvolver um projeto em torno deste canto nasceu na abadia de Royaumont, aquando dum workshop com Marie-Pascale Dubé e Philippe Le Goff, no contexto do programa de investigação e criação Prototype II. Aquilo a que se propõem não é tanto reproduzir o canto inuita ou apresentar um estudo etnológico, mas abordar o canto envolvendo o corpo e tendo como referência algumas práticas desportivas, espetaculares e rituais, no sentido de criar uma performance musical e teatral. 

Henrique Furtado é bailarino, performer e coreógrafo, Henrique vive e trabalha entre Portugal e França. Engenheiro em Energia e Meio Ambiente, efectua a sua formação artística em várias instituições europeias (INSA de Lyon, Extensions – CDC de Toulouse, Prototype II – Abadia de Royaumont). É intérprete para projectos de Bleuène Madelaine, Eric Languet, Aurélien Richard, Céline Cartillier e Tino Sehgal. Além disso, é marcado por encontros com vários artistas como João Fiadeiro, Sophie Perez e Xavier Boussiron, Daniel Linehan, Marta Izquierdo, entre outros. Colabora actualmente com Aloun Marchal, Daniel Pizamiglio (Graus de Afirmação) e Chiara Taviani (Stand still you ever-moving spheres of heaven) na criação de espectáculos onde os estilos e os géneros se sobrepõem, e onde os figurinos, os objectos e a presença vocal têm um lugar de destaque.

Aloun Marchal é improvisador, bailarino e coreógrafo. Em 2008 e 2012, recebe a bolsa danceWEB. Cria Gerro, Minos and Him com Simon Tanguy e Roger Sala Reyner. Em 2010, obtêm o segundo prémio Danse Elargie e em 2013, o prémio de melhor peça no festival Stuttgarter Tanz und Teater Festival. Aloun Marchal continua em tournée com duas de suas criações: Gerro, Minos and Him e Trippel, uma encomenda da companhia SPINN, com sede em Goteborg.
É intérprete na peça More Than Naked criada pela coreógrafa austríaca Doris Uhlich, bem como nas últimas peças da companhia SPINN. Cria regularmente performances in-situ.
Aloun decidiu lançar-se profissionalmente na dança quando percebeu que estava confundindo as coisas e as ideias sobre essas coisas, como um caminhante obcecado com o mapa e esquecendo-se de apreciar a paisa- gem. Desde esse momento, Aloun sente um fascínio pelos momentos cujo significado aparece gradualmente.