Lígia Soares, Rita Vilhena e Diogo Alvim – TURNING BACKS

residência artística
3 a 9 de abril

portas abertas
8 e 9 de abril, às 19h e 21h30

Durante a primeira semana de abril, Lígia Soares desenvolve com Rita Vilhena e Diogo Alvim o projeto Turning Backs baseado numa instalação performativa que combina voz, texto e dispositivos cénicos. Esta não é a primeira vez que Lígia Soares partilha o seu trabalho no Alkantara. Em 2015, apresentou Romance, no âmbito Festival Cumplicidades.
Turning Backs é um projeto que materializa o paradoxo: todos estamos incluídos na exclusão. Virados de costas uns para os outros, os espectadores constituem uma espécie de corpo coral comandado por dois vídeos, duas frentes de luzes, quatro fontes sonoras e duas cenas. As duas linhas de assentos não têm costas e obrigam cada espectador a utilizar as costas de outro como encosto. Esta condição será também uma base para refletir que estar “costas com costas” é afinal encostar a alguém sendo que, esse alguém, é exatamente a pessoa a quem virámos as costas. Em Turning Backs a participação num sistema e a ação de dizer, tornaram-se assim o próprio objecto de crítica e reflexão sobre a constituição de um discurso globalizado. O objectivo principal está na forma de passar uma ação para as mãos (voz ou corpo) do espectador e fazê-lo compreender-se como igualmente integrante e responsável por uma obra e pela representação do mundo.

LÍGIA SOARES
Lisboa, 1978. Coreógrafa e dramaturga portuguesa. Começou o seu trabalho como actriz na companhia de Teatro Sensurround em 1997. Criou desde 2001 mais de 20 peças da sua autoria a solo ou em colaboração. O seu trabalho tem sido apresentado nacional e internacionalmente estando presente em vários programas internacionais de dança contemporânea. Foi artista residente da TanzFabrik-Berlin de 2004 a 2006, em 2008 integra o programa internacional DanceWeb em Viena. Juntamente com a sua irmã Andresa Soares é directora artística da Máquina Agradável (Lisboa) através da qual produz os seus trabalhos. Tem promovido vários programas nacionais e internacionais de programação com outros artistas ou em projectos colectivos como o Demimonde. “Celebração”, Culturgest 2012, “Demimonde na Galeria da Boavista”, 2013, “Meio-Mundo Estrada Fora”, Lisboa/Porto/Madrid/Paris, 2014, “Face a Face- Programa Luso-Brasileiro de Artes Performativas”, 2015, Brasília, 2016, Rio de Janeiro. A sua peça “Romance”, de 2015, foi editada pela Douda Correria. A sua última criação foi “Se Eu Vivesse Tu Morrias” uma colaboração com o dramaturgo Miguel Castro Caldas para a Culturgest. Na temporada 2015/2016 foi membro do laboratório de escrita para teatro do Teatro Nacional D. Maria II em Lisboa. Em cinema trabalhou com João César Monteiro, João Nicolau, entre outros realizadores. www.maquinaagradavel.com

RITA VILHENA
Setúbal, 1979. Performer, bailarina, coreógrafa, investiga na área da dança contemporânea.
É graduada pela Rotterdam Dance Academy em 2003 e pela Escola Superior de Dança de Lisboa em 2002. É uma artista da Productiehuis Rotterdam e directora artística da Baila Louca. Ela já trabalhou com Meg Stuart, Jeremy Wade, Julyen Hamilton, Ugo Dehaes, Keren Levi, Mohamed Shafik entre muitos outros. As suas peças têm sido apresentadas no Schouwburg Rotterdam, Frascati Amsterdam e ImpulsTanz Viena entre outros. Com o solo “If you tell him everything how can you suffer” recebeu o primeiro prémio em Gdansk – Solo Dance Competition. Ela pesquisa a consciência do corpo e as formas como este comunica. Rita ensina workshops no Modern Theater Dance School (Amesterdão), ARTEZ (Academia de dança Arnhem); Dansateliers (Roterdão) e em festivais internacionais. www.ritavilhena.com / www.bailalouca.com

DIOGO ALVIM
Lisboa, 1979. Estudou arquitectura (FAUTL 2004) e composição (ESML, Licenciatura 2009, Mestrado 2011) em Lisboa.
Terminou em 2016 o doutoramento em composição/ artes sonoras no SARC (Sonic Arts Research Center), Queen’s University Belfast, com bolsa da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. A sua investigação explorou diferentes relações entre música e arquitectura.
Apresentou trabalhos em vários eventos, de onde se destaca: 6º e 7º Workshop da Orquestra Gulbenkian para Jovens Compositores, o Festival Música Portuguesa Hoje, no CCB em Lisboa (2008); Tribuna Internacional de Compositores (Unesco) em Paris, 2009, Festival Synthèse 2009, em Bourges; Prémio Jovens Músicos 2009 (encomenda da Antena 2/ RTP); Festival Musica Viva 2013 (Miso Music); ICMC2012 (Lubliana); Notation in Contemporary Music(Goldsmiths University, Londres, 2013); Ibrasotope#60 (São Paulo) e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (2014), Invisible Places/ Sounding Cities 2014 (Viseu); Belfast Festival 2014 (com Matilde Meireles); Sonorities Festival 2015 (com o Royal String Quartet), e Old School#38(com Matilde Meireles, Lisboa, 2015).
Tem desenvolvido colaborações com artistas plásticos e de som, coreógrafos e encenadores, entre os quais Ricardo Jacinto, Inês Botelho, Miguel Loureiro e André Guedes, Andresa Soares, Lígia Soares, e Tânia Carvalho.
www.diogoalvim.com

TURNING BACKS estreia em Maio em Roterdão.

Conceito Lígia Soares e Rita Vilhena
Criação Diogo Alvim, Lígia Soares e Rita Vilhena
Animação de vídeo Mariana Castro
Produção executiva (Portugal) Máquina Agradável
Produção executiva (Holanda) Baila Louca
Co-Produção Rotterdamse Productiehuis
Residências Devir-Capa, Alkantara, Polo Cultural das Gaivotas
Apoios Mala Voadora, GDA – Gestão dos Direitos do Artistas

Língua Inglês
Duração 50’