Marlene Monteiro Freitas Bacantes – Prelúdio Para Uma Purga

apresentações
7 de junho – PT.17 PLATAFORMA PORTUGUESA DE ARTES PERFORMATIVAS, Montemor-o-Novo
17 de junho – FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica/Rivoli – Teatro Municipal do Porto
29-30 de junho – Festival Montpellier Danse

Depois de iniciar a digressão europeia de Bacantes – Prelúdio Para Uma Purga, no Kunsten Festival des Arts, em Bruxelas, e de passar pelo Spring Festival, em Utrecht, o espetáculo de Marlene Monteiro Freitas volta a Portugal com duas apresentações. A primeira, na Plataforma Portuguesa de Artes Performativas, em Montemor-o-novo, que acontecerá no dia 7 de junho, e a segunda, no Rivoli – Teatro Municipal do Porto, enquadrada no FITEI (Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica), no dia 17. Ainda este mês, volta a partir em digressão internacional, com duas apresentações no Festival Montpellier Danse, nos dias 29 e 30.
Bacantes – Prelúdio Para Uma Purga estreou no Teatro Nacional D.Maria II, em Abril, e é coproduzido pelo Alkantara em parceria com o Teatro Nacional D. Maria II, com o apoio NXTSTP/Programa Cultura da União Europeia.
Em Eurípides, percorre-se o delírio, o irracional, a histeria, a loucura, vai-se da ilusão à cegueira e da cegueira à revelação. Manifestam-se a ferocidade e o desejo de paz, a selvajaria e a aspiração a uma vida simples e pacífica. Direções opostas e contraditórias, elementos que chocam numa ambiguidade extrema, corpos que se desmembram, estatutos sociais colocados à prova, fé e crenças testadas ao limite… Milagres!
Eis o mundo, moral e estético, que o autor nos convida a percorrer e que aceitamos, conduzindo-nos às profundezas da psyche humana, sujeita a forças para além da razão.
Nas Bacantes – Prelúdio para uma Purga, a música, a dança e o mistério conduzem-nos quão funâmbulos sob o fio da intensidade, num combate de aparências e dissimulações, polarizado entre os campos de Apolo e Dionísio.

Bio | Marlene Monteiro Freitas
Marlene Monteiro Freitas nasceu em Cabo Verde onde co-fundou o grupo de dança Compass. Estudou dança na P.A.R.T.S. (Bruxelas), na E.S.D. e na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). Trabalhou com Emmanuelle Huynh, Loïc Touzé, Tânia Carvalho, Boris Charmatz, entre outros. Criou as peças: Jaguar com a colaboração de Andreas Merk (2015), de marfim e carne – as estátuas também sofrem (2014), Paraíso – colecção privada (2012-13), (M)imosa com Trajal Harrell, François Chaignaud e Cecilia Bengolea (2011), Guintche (2010), A Seriedade do Animal (2009-10), Uns e Outros (2008), A Improbabilidade da Certeza (2006), Larvar (2006) e Primeira Impressão (2005), obras que têm como denominador comum a abertura, a impureza e a intensidade. É co-fundadora da P.OR.K, estrutura de produção sediada em Lisboa.

Coreografia Marlene Monteiro Freitas
Com Andreas Merk, Betty Tchomanga, Cookie, Cláudio Silva, Flora Détraz, Gonçalo Marques, Guillaume Gardey de Soos, Johannes Krieger, Lander Patrick, Marlene Monteiro Freitas, Miguel Filipe, Tomás Moital, Yaw Tembe
Luz e Espaço Yannick Fouassier
Som Tiago Cerqueira
Bancos João Francisco Figueira, Miguel Figueira
Assistência Figurinos Cristina Neves
Produção P.OR.K (Lisboa, PT)
Difusão Key Performance (Estocolmo, SE)
Coprodução TNDMII (Lisboa, PT); Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas, BE), steirischer herbst festival (Graz, AT) & Alkantara (Lisboa, PT) com o apoio de NXTSTP – Programa Cultura da União Europeia; NorrlandsOperan (Umeå, SE); Festival Montpellier Danse 2017 (Montpellier, FR); Bonlieu Scène nationale Annecy (Annecy, FR) & La Bâtie-Festival de Genève (Geneva, CH) no âmbito do apoio FEDER do programa Interreg France-Suisse 2014-2020; Teatro Municipal do Porto (Porto, PT); Le Cuvier – Centre de Développement Chorégraphique (Nouvelle-Aquitaine, FR); HAU Hebbel am Ufer (Berlin, DE); International Summer Festival Kampnagel (Hamburgo, DE); Athens and Epidaurus Festival (Atenas, GR); Münchner Kammerspiele (Munique, DE); Kurtheater Baden (Baden, CH); SPRING Performing Arts Festival (Utrecht, NL); Zürcher Theater Spektakel (Zurique, CH); Nouveau Théâtre de Montreuil – centre dramatique national (Montreuil, FR); Les Spectacles Vivants / Centre Pompidou (Paris, FR)
Apoio residência O Espaço do Tempo – no contexto de Artista Associada (Montemor-o-Novo, PT); Montpellier Danse à l´Agora, cité internationale de la danse ; ICI – centre chorégraphique national Montpellier – Occitanie / Pyrénées-Méditerranée / Direction Christian Rizzo – dans le cadre du programme de résidence Par/ICI (Montpellier, FR)
Agradecimentos Alain Micas; Bruno Coelho; Christophe Jullian; Louis Le Risbé; Manu Protopopoff; ACCCA – Companhia Clara Andermatt (Lisboa, PT); ESMAE (Lisboa, PT); ESTC (Lisboa, PT)

foto: Rosa Reis

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