Danças na Cidade transforma-se em alkantara. Depois de 13 anos de actividade na área da dança contemporânea, assumimos, com esta mudança de nome, as evoluções que se têm vindo a manifestar no contexto artístico e na forma como encaramos o nosso trabalho. "Al kantara" significa "a ponte" em árabe e sublinha a nossa vontade de construir pontes: entre artistas, culturas, linguagens artísticas.

A dança que abalou a cena artística portuguesa nos anos 90 com propostas audaciosas, está hoje acompanhada por uma cena teatral inovadora e uma produção musical alternativa, sendo cada vez mais porosas as fronteiras entre as artes. Alargamos, assim, o nosso campo de acção, de forma a incluir estas novas realidades, actuando em todas as artes do espectáculo: dança, teatro, música e formas híbridas.

Paralelamente, cresceu a consciência da relevância da produção artística de outros continentes e culturas. O lançamento do projecto Dançar o Que é Nosso   em 1998 marcou o primeiro passo nesse sentido, mas sete anos mais tarde o empenho a favor do diálogo intercultural ultrapassa em muito o projecto inicial. alkantara coloca a colaboração internacional e o intercâmbio intercultural no centro da atenção.  

O projecto mais visível e ambicioso desta renovada organização é o alkantara festival, um grande festival multidisciplinar e intercultural, dedicado às artes do espectáculo, nas suas variadas expressões contemporâneas. A primeira edição terá lugar de 1 a 18 de Junho de 2006, em parceria com vários teatros e organizações culturais de Lisboa.

Nos anos intercalares entre festivais, alkantara experimenta novas formas de encontro e procura intercâmbios mais profundos, fomentando parcerias internacionais duradouras e juntando criadores portugueses com os seus colegas de outras culturas. Actividades concretas incluem a organização de residências artísticas em Portugal e no estrangeiro, a realização de projectos culturais internacionais e a criação de iniciativas que visam estimular o debate sobre interculturalismo a nível local e internacional. Queremos, desta maneira, contribuir para fazer de Lisboa uma ponte entre culturas e um marco de referência no circuito internacional das artes performativas.