Participam:
O Encontro divide-se em várias componentes:
- a apresentação de trabalhos e a discussão
de processos de criação e opções artísticas
- o início do trabalho de criação
de cada equipa participante
- uma abordagem da questão local/espaço, através
de visitas a vários espaços disponíveis para
os Encontros Imediatos 2006
- discussão dos temas relacionados com
o projecto, na companhia de pensadores e artistas, convidados
por Bojana Cveji
Programa público
Embora seja um projecto essencialmente dedicado à criação
e investigação artística, o Encontro Lisboa abre
as suas portas ao público em algumas ocasiões:
Todos os eventos são de entrada livre, com excepção
do espectáculo "no body never mind, 002" (6€) e dos concertos
na ZDB (5€)
NEGÓCIO: Rua de O Século, nº 9, porta 5 (Páteo
de Santa Clara)
ZDB: Rua da Barroca nº 59

Ana
Borralho e João Galante (Portugal)
no body never mind, 002
Ana Borralho e João Galante estreiam em absoluto, no dia 4
de Agosto, a peça no body never mind, 002, que integra o projecto
NBNM. Este projecto parte da ideia de continuidade, consistindo em
três peças sob as temáticas corpo\mente, dentro\fora,
emoção\sentimento, eu\outros. A primeira performance
NBNM, no body never mind, 001, na qual os intérpretes foram
tatuados ao vivo com a frase no body (nas costas de Ana Borralho)
e never mind (nas costas de João Galante), foi estreada em
Novembro de 2004. Com a presente estreia de no body never mind, 002,
pretende-se completar mais uma fase do projecto NBNM. A terceira parte
da trilogia, no body never mind, 003, irá concluir o projecto
e será estreada em Junho de 2006, no âmbito do alkantara
festival. NBNM contou com as residências artísticas em
Tóquio e Yokohama (Japão) e em Lisboa nos LAB/ RE.AL
e no NEGÓCIO da ZDB.
"Pensamos que a dança não teria uma existência
própria se a separássemos do acto de viver, no body
never mind traduz mais um modo intenso de existir do que apenas uma
organização de tempo e espaço, trava um duelo
consciente com o solene acto de viver, e a sua estrutura fundamental
reside na contradição entre o impulso do ser humano
para a auto-destruição e o impulso simultâneo
de resistir à sua dissolução. A peça torna-se
assim num catalisador para desconstrução de todos os
valores, incluindo a desconstrução do eu."
Ana Borralho & João
Galante Criação, Interpretação e Vídeo:
Ana Borralho e João Galante
Música original (Composição): Vítor
Rua
Intérprete de música ao vivo: Eddie Prévost
Caracterização:
Jorge Bragada
Colaborador dramatúrgico: Fernando Ribeiro
Grafismo: José Pelicano
e Pelicano
Registo vídeo da residência artística:
Helena Inverno
Produção: Carla Oliveira e Mónica Samões
Uma
Produção: casa branca
Co-produção: alkantara, JGM - João
Garcia Miguel, unipessoal, ZDB, Wid.Lov
Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian, RE.AL, Fórum
Dança, Quinta das Aves, Eira
Projecto subsidiado pelo Instituto
das Artes / Ministério
da Cultura
Agradecimentos: Bang Bang Tatoos (Eduardo
Pinela, Satu Virkkunen), Gudo Wafu Nishigima, Gustavo Pacheco, Kazuo
Ohno, Kayoko Tokumitsu, Luís
Carapeto, João Fiadeiro, João Samões, João
Queirós, Patrícia Leal, Pedro Morais, Sachico Ishikawa,
Toshico Kosuage, Yoshito Ohno.
topo Jan Kopp (Alemanha / França)
Sannectamock (filme 15 min. + apresentação)
"Sannectamock" é um vídeo produzido durante um workshop
com estudantes da Ecole Superieure d'Art, Perpignan e que documenta
a experiência do artista visual Jan Kopp na orientação
de um workshop de dança, sem possuir quaisquer conhecimentos
técnicos. Kopp estabeleceu um método de comunicação
com e entre os estudantes cuja regra consistia na utilização
de uma linguagem inventada. O vídeo mostra o desenvolvimento
do workshop desde os primeiros exercícios de aquecimento
até a apresentação pública em palco.
topo Cristina Blanco (Espanha)
cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE (40 min) Uma parede qualquer com os códigos, padrões e sinais
do costume indicando "a saída", "as escadas", "o alarme"...
Desenhos de setas, linhas e círculos, imagens contidas
em rectângulos. Quem as desenhou? Quem decide sobre a sua
validade e compreensibilidade universal?
cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE CORRE começa com um jogo em
que somos confrontados com os sinais e objectos familiares para
os transformar, isolar do seu contexto e recriar o seu significado...
uma maneira de tornar um espaço comum (a parede) num espaço
novo e único. O espaço é multiplicado numa
série de micro-espaços onde pequenas histórias
acontecem, algumas absurdas, outras trágicas, com o objectivo
de mudar a percepção do espectador. A parede "normal" transforma-se
num portal que dá acesso ao mundo codificado, por detrás
dos sinais, objectos, portas... Esta viagem no espaço funciona
como ponto de partida para decompor a informação
neles contidos e para manipular os códigos linguísticos
quotidianos com o intuito de criar uma nova linguagem diferente.
Em essência, é este o foco da peça.
Os textos do espectáculo são oriundos de etiquetas
de roupa e de um extintor de fogo. Os materiais usados são
o corpo da intérprete e os símbolos e objectos encontrados
no espaço, que são transformados em hieróglifos
a ser decifrados pela intérprete e pelo público.
O papel da intérprete é ambíguo: controla
e manipula o espaço e, ao mesmo tempo, vai sendo encurralada
pelo próprio código que cria.
Criação e interpretação:
Cristina Blanco
Produção: Cristina
Blanco
Assistência: Aula de Danza de Alcalá de
Henares
Assistência set design: Verónica
Regueiro
topo Andrea Sonnberger (Áustria/Alemanha)
Der Boxer I (20 min.)
Neste solo, Andrea Sonnberger descreve situações
emocionais diferentes, desenvolvidas a partir do seu relacionamento
teórico,
e também prático, durante um curto período
de tempo, com o boxe. A peça questiona também a
representação em palco. Originalmente concebida
para ser um dueto com um jogador de golfe, a versão solo
da peça concentrar-se-á numa luta interna.
coreografia: Andrea Sonnberger
música: Thomas König
topo
Gustavo Ciríaco (Brasil)
Uma
conferência imaginária sobre
os meus arredores (20 min)
Entre percepção e imaginação produtiva,
um bailarino, a partir das suas memórias particulares,
clichés e movimento, lança um convite ao espectador:
empreender uma jornada na sua companhia com um olhar estrangeiro
sobre o Brasil, um Brasil turístico imiscuído em
seus souvenirs. Uma viagem exploratória pelos arredores
quotidianos transformados subitamente num campo de acção
poética.
"Uma conferência imaginária..." é um projecto
sob contínua transformação que estreou no
seu formato itinerante em Maio de 2004 no Festival Made in Brésil,
na Ferme du Buisson, em Paris, França; foi apresentado
ainda no formato deambulatório no Panorama RioArte de Dança
2004, dentro do Projecto Encontros Imediatos Lisboa-Rio, no Hospital
da Real Beneficência Portuguesa. Estreou a sua nova versão
para palco no Festival Internacional de Nova Dança, em
Brasília, em Fevereiro de 2005.
Criação, texto, performance: Gustavo
Ciríaco
Assistência de Direcção:
Francini Barros
Criação e Confecção dos objectos
cénicos: Maria José de Figueiredo Ciríaco
Fotos:
Firmino Salgueiro
Músicas: "Copacabana" João de Barro e Alberto Ribeiro, "Vai
Lacraia" MC Serginho, "Menino Deus" Márcio Duarte e Paulo
César Pinheiro
topo
Dead Combo (Portugal)
O álbum aclamado «Vol. 1» firmou os Dead Combo
como uma das mais interessantes bandas nacionais focadas na canção
(instrumental). Surgido do convite de Henrique Amaro para a homenagem
a Carlos Paredes, Dead Combo já teve várias aparições
ao vivo e produziu música para trabalhos de Edgar Pêra.
Preparam neste momento o seu segundo álbum na Zé dos
Bois.
www.deadcombo.net
topo automat.piss.tool (Finlândia)
Descrevendo o seu som como «Porridge n'bass» (papas
e baixo), Knut Guribye de Automat.piss.tool utiliza theremin,
sampler, sintetizadores e vários efeitos para criar as
suas variações de electrónica extrema. Por
vezes acompanhado com outros instrumentistas em palco (bateristas,
teclistas), nesta passagem pela ZDB Automat.piss.tool irá ser
regido a solo por Guribye.
topo
Sergej Pristas Nicolina
Pristas Croácia)
Desvios
e Traduções / Deviations
and Translations
Nesta palestra Sergej Prista? apresentará o trabalho de
BADco e o projecto Zagreb Capital Europeia 3000, explicando as
suas posições individuais e os projectos interrelacionados
dos seus parceiros. A comunicação focar-se-á nas
relações entre os centros e as periferias, na questão
da (in)actualidade e no conceito de 'tradução' como
um deslize sistémico e não como uma simples "tradução
de um ponto ao outro". Irá também abordar a des-identificação
num contexto local e global.
topo Bojana Kunst (Eslovénia)
Colaboração, possibilidade e residência
/ Collaboration, possibility and inhabitancy
Na sua palestra, Bojana Kunst aborda vários
temas ligados à ideia
da 'colaboração'. Como colaboramos, sabendo que
colaboração implica também possibilidade?
O que partilhamos no nosso trabalho e como habitamos o espaço
nas nossas colaborações? Qual a ligação
entre colaboração e re-articulação
do espaço? Qual o impacto do trabalho colaborativo na produção
alternativa de conhecimento, na tonalidade emocional e na residência
incoerente?
topo
Luciana Fina (Itália / Portugal)
O Encontro (filme
60 min + apresentação)
Lisboa, 7° Encontro Internacional Dançar o que é nosso - um
mês de laboratórios e seminários sobre interculturalismo
e artes performativas, organizado por Danças na Cidade,
com o antropólogo André Lepecki e diversos coreógrafos
convidados. Cinquenta e quatro artistas trazem a sua cultura,
corpo e movimento da Indonésia, do Burkina Faso, de Portugal,
de Moçambique, da África do Sul, da Inglaterra,
do Brasil, da Bélgica...
Através de práticas performativas, questionam-se
sobre o impasse da incomunicabilidade e a cristalização
das culturas. Tal como citado no documentário, Há duas
maneiras de entender a cultura: como um código ou como
processo. Assumimo-la enquanto processo e adopto-o com eles na
escrita do filme. Sinto a necessidade de convocar imagens que
lhes pertençam.
Luciana Fina
Câmara e realização:
Luciana Fina
Montagem: Marcelo Felix, Luciana Fina
Som: Luciana Fina
Produção executiva:
Catarina Saraiva, Hugo Quinta
Produção: DANÇAS
NA CIDADE / LAF
Co-produção:
A Dois da RTP
Apoio: Ministério da Cultura/Instituto das Artes, Comissão
Europeia - Programa Cultura 2000
topo Filipa Francisco (Portugal)
Leitura
de listas ... (45 min)
A ideia foi a de organizar um modo de trabalho
onde a separação
entre ensaio e peça não apenas se diluísse,
mas fosse, desde o início, simplesmente inexistente. Cada
ensaio seria já uma (das possibilidades da) peça.
Cada peça, um ensaio para outras possibilidades. Esse foi
o meio que encontrámos para responder ao desafio de criar
um trabalho atento ao lugar onde, a cada reiteração,
ele se daria. Assim, este trabalho não tem propriamente
nem uma forma fixa, nem um fim determinado. Seguimos desse modo
as ideias de Paul Carter sobre território e performance,
nomeadamente quando ele demonstra que apenas uma terraplanagem
estúpida do chão onde a performance se dá permite
o seu ensaio: forma desgarrada de representação.
Não queríamos a terraplanagem. Queríamos
antes uma topografia atenta aos diversos espaços que nos
rodeavam dos espaços mais próximos e envolventes
dos vários estúdios por onde fomos trabalhando por
três meses, ao espaço urbano da cidade, ao violento
espaço politico de uma América em guerra aberta,
e aos espaços económico, afectivo, crítico,
e de referências estéticas da Filipa Francisco. Assim,
a Filipa criou um sistema aberto: dedicar-se a (potencialmente)
infindáveis listagens. Estas são menos ligadas à noção
de obsessão, do que à ideia daquilo a que Deleuze
e Guattari denominam de "programa". As listas, as listagens,
a sua elaboração, identificação, escrita,
e recitação, por vezes por horas a fio, dentro e
fora do estúdio, com e sem público, não são
mais do que tantas possibilidades de mapeamento de vivências
(mais ou menos familiares, mais ou menos improváveis, mais
ou menos pesadas, mais ou menos ridículas, mais ou menos
falsas) neste nosso tempo particularmente carregado.
André Lepecki, Nova
Iorque, Novembro de 2003
Trabalho de: Filipa Francisco
Colaboração de André Lepecki em Nova Iorque
durante a bolsa de estudo do Gabinete de Relações
Internacionais do Ministério da Cultura e de Carlota Lagido
e Cristina Piedade em Lisboa
Vídeo promocional: João
Pinto
Produção: Jangada de Pedra / André Camecelha
Apoio:
CENTA
Agradecimentos: Ricardo Freitas, EIRA
Projecto
financiado pelo Ministério
da Cultura
topo
Cláudia Müller (Brasil)
Dois do seis de setenta (20 min)
"Se a minha pele é uma fronteira, a cicatriz está dentro
ou fora?"
"Dois do seis de setenta" trata da ambiguidade existente nos
conceitos de belo, estranho, normal ou inusitado que se revela
na contraposição entre a beleza formal do corpo
e os traços da sua própria desintegração
diária: marcas, cicatrizes, o corpo pelo "avesso" com seus órgãos
expostos. A ideia do corpo como lugar habitado, registro da experiência,
material de construção de um ideal estético
e, ao mesmo tempo, prova da finitude da existência.
"... Consciente da finitude de seus gestos, da impossibilidade
da linguagem em dar conta ou repôr a experiência
do corpo, suas obras se armam como uma pele a colectar cicatrizes,
num comentário sobre o corpo humano como o lugar para
o discurso da identidade, o meio pelo qual são revelados
os (nossos) temores e desejos registrados na carne nos embates
com o real."
Ivo Mesquita
in "Leonilson - São
tantas as Verdades"
Criação e Interpretação: Cláudia
Müller
Assistência: Alex Cassal
Trilha Sonora Original: Marcio Meirelles
Locução:
Rodrigo Maia
Luz: José Geraldo Furtado
Fotos: Löis Lancaster
Vídeo: Cavi Borges,
Paulo Mendel
Apoio: Centro Cultural José Bonifácio Cavídeo,
Rumos Dança 2003 - Itaú Cultural
topo
Stradas (Portugal)
Três músicos - uma voz, uma guitarra portuguesa
e uma contrabacia, tocados de forma pouco ou muito convencional - criam
a sua sonoridade a partir do fado, do ská, do pop, do funáná.
Os Stradas apresentaram uma agradável desconstrução
dos cânones habituais da música, reinventando a canção. O
encanto e a expressividade dos músicos empresta uma atmosfera
muito especial à música.
topo
Koktail of live mixed filmzz by Edgar
Pêra (Portugal)
A ZDB apresenta mais um cineymprovize video-session de Edgar
Pêra com o Cine-Arkivist Johnny Gomez e
João Lima na guitarra portuguesa. Portugal, as remisturas
de que somos feitos, as raízes e os pós de perlimpimpim...
Fados e guitarradas em formato cinescope. Para onde vai a guitarra
portuguesa? Terá o mesmo destino de Portugal? Enquanto o
músiko vai dando as suas respostas os filmes serão
projektados.
topo

Ana Borralho (Lagos, 1972) e João
Galante (Luanda, 1968) conheceram-se enquanto estudavam
artes plásticas no AR.CO. Como actores/co-criadores trabalharam
regularmente com o grupo de teatro OLHO. Desde 2002 que coreografam
em conjunto, destacando as peças: Mistermissmissmister (2002)
Glim e Gló (2002), I Love you (2003), Girl play Boy (2004)
e no body never mind, 001 (2004). Actualmente preparam a sua nova
peça no body never mind, 002.
topo
Andrea Sonnberger (Austria/Alemanha)
nasceu na Áustria
e estudou dança em Viena e Munique. Trabalhou como performer
na Áustria, Alemanha, Suíça, Rússia e
Lituânia. Membro da Tanztendenz em Munique, desenvolve a partir
de 1996 os seus projectos individuais. Em 1999 ganha o prémio
Festival Cour des Capucins no Luxemburgo. Em 2003 recebe um apoio
e funda o grupo "umluft" em conjunto com Eva Forler e Helmut Ott.
topo
Bojana Cvejic (Sérvia / Bélgica) é performer
e teórica de artes performativas. Realizou vários espectáculos
independentes de teatro musical em Belgrado, onde também foi
co-fundadora do grupo Walking Theory. Desde 2000 colabora com Jan
Ritsema, com quem realizou e interpretou vários espectáculos.
Lecciona teoria das artes performativas na escola PARTS e na Faculdade
de Musicologia de Belgrado. Escreve para as revistas Walking Theory,
Maska, Frakcija, New Sound, Musical Wave, Etcetera, etc.
topo Bojana Kunst (Eslovénia) é filósofa,
dramaturga e teórica das artes performativas. Trabalha como
investigadora na Universidade de Ljubljana e faz parte da direcção
editorial da revista Maska. É professora
convidada do Institute of Applied Theatre Science da Universidade
de Giessen, desde 2005 (Alemanha).
topo
Cláudia Müller (Brasil)
teve formação
em ballet clássico, dança moderna e contemporânea.
Trabalhou como intérprete em São Paulo e na Alemanha.
Entre 1998 e 2000 integrou a Companhia de Dança Lia Rodrigues.
Iniciou o seu próprio trabalho com o colectivo 3M Performance,
em 2000. As suas peças individuais e as colaborações
com Gary Stevens e Robert Pacitti integraram a programação
dos festivais Dança em Trânsito (Rio de Janeiro), A8
(Torres Vedras), Panorama Rioarte (Rio de Janeiro) e In-Presentable
(Madrid).
topo Cristina Blanco (Espanha) é formada em
teatro de movimento pela RESAD Madrid. Estudou também flamengo,
dança contemporânea, sapateado, circo e interpretação
para cinema. Foi co-fundadora da Companhia Depieteatro, em 2002.
A primeira peça "Desiertos de Arena y Gente" estreou no Festival
Escena Contemporánea e foi apresentada em 2004 no Festival
BIACS. O seu primeiro solo "cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE" estreou
no Festival In-Presentable em Madrid, em 2004. Actuou igualmente
em Genebra, Granada e no Festival Madrid en Danza.
topo
Dani Lima (Brasil) estudou
dança contemporânea,
artes circenses e contacto-improvisação, entre outras
técnicas. Em 1997 criou a sua companhia com a qual tem realizado
diversos espectáculos (Piti/1998; Nato/1999; Digital Brazuca/2001;
Vaidade/2001; Falam as partes do todo?/2003) e cursos pelo Brasil.
Como coreógrafa, está interessada em questões
de identidade/alteridade, memória, percepção,
fragmentação e contaminação, investindo
em experiências híbridas na dança. Dani integra
o corpo docente do Curso de Dança da UniverCidade (Brasil)
e é Mestre em Teatro.
topo Filipa Francisco (Portugal)
fez a sua formação
em Lisboa e em Nova Iorque na Trisha Brown Dance Company e no Lee
Strasberg Institut. Intérprete de vários coreógrafos,
faz também direcção do movimento para teatro
e ópera e tem realizado formação na área
da dança, em colaboração com o Centa. Foi fundadora
da Companhia A Torneira, com a qual apresentou diversos espectáculos.
Destaca as peças "Nu Meio", "O Nariz do meu pai", "There
i Stand", "Transgarden", "Petróleo" e "Riso",
apresentadas em festivais em Portugal e no estrangeiro.
topo
Goran
Sergej Pristas (croácia)
nasceu em 1967. É licenciado pela Academia de Teatro de Zagreb
em 1993, onde assume o cargo de docente desde 1994. Entre 1990 e
1992 trabalha como director artístico do teatro SKUC e, em
1993, como dramaturgo e membro do conselho artístico do teatro &TD.
Entre 1994 e 1999, é dramaturgo do grupo de teatro Monta?stroj,
dirigido pelo produtor e coreógrafo Borut Separovic.
Escreveu
vários guiões para documentários e
produziu e dirigiu a performance "Confessions" (1999). É director
artístico, produtor, dramaturgo e performer do colectivo BADco,
Desde 1995 é programador do Centro da Arte Teatral e, desde
2000, presidente de CDU. É director editorial da revista para
as artes performativas Frakcija e um dos fundadores do projecto Zagreb
- Capital Europeia de Cultura 3000.
topo Gustavo Ciríaco (Brasil) é bailarino
e coreógrafo, estudou ciência política e formou-se
em Dança Contemporânea na Escola Angel Vianna. Desde
1995, juntamente com Frederico Paredes, dirige a Dupla de Dança
Ikswalsinats. Apresenta-se em festivais no Brasil e no exterior e
participa em projectos internacionais como o Meeting in the Middle. É membro
do colectivo Contágio e do grupo Coletivo Improviso. Desde
2003, é comissário do Condança em Porto Alegre,
e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Escola
Angel Vianna e da Faculdade de Dança da UniverCidade.
topo Idoia Zabaleta (Espanha) é formada em dança
e biologia. Participa em vários projectos de Improvisação.
Em 1990 funda, em conjunto com Mariaje Ariznabarreta, a Associação
de Dança e Linguagens Corporais. Colabora com o laboratório
de electroacústica KLEM. Em 2000 cria a peça "La Puta
Inocencia", apresentada nos "Rencontres Chorégraphiques Internationales
de Saint Denis". Em 2004 dirige a peça "Gau bakar" e participa
no projecto "A Viagem", um encontro de criadores do Mediterrâneo.
Dirige o Centro de Dança Muelle 3 em Bilbao e ensina dança
na Universidade do País Basco.
topo Jan Kopp nasce em 1970 em
Frankfurt; vive e trabalha em Paris desde 1990. As áreas de intervenção
preferenciais (mas não exclusivas) de Jan Kopp são
o espaço urbano e a Internet. Ambos são espaços
públicos potenciais onde podem acontecer encontros. As intervenções
urbanas de Kopp são baseadas em análises da situação
local, manifestando uma certa preferência por lugares desertos
que se podem tornar em campos de papoilas (Ivry-sur-Seine,1993 e
Potsdamer Platz, Berlim, 1994) ou servir para fazer um inventário
de tudo que cresce espontaneamente ou que é deixado pelo vento
ou pela acção do homem (Metz, 1997). Em geral, Jan
Kopp inicia o seu trabalho com os pormenores ou pequenos eventos
que normalmente ninguém nota, utilizando-os para criar intervenções
no tecido urbano, através de modificações e
reconfigurações dos mesmos (projecção
nocturna num café na Place Saint Sulpice, Paris, 1996; "Vos
mots" em Enghien).
topo
Karima Mansour (Egipto) estudou
no Cairo Film Institute e na London Contemporary Dance School.
Bailarina e coreógrafa
independente, formou em 1999 a companhia Ma'at com a qual coreografou
seis peças programadas no âmbito de festivais em França,
Holanda, Itália e Bélgica. Colabora enquanto intérprete
com vários coreógrafos internacionais.
topo
Luciana Fina nasce em Itália, onde estuda
literatura portuguesa e francesa. Vive desde 1991 em Lisboa. É comissária
de numerosos ciclos cinematográficos. Nos seus documentários
e instalações tem-se concentrado nos temas do nomadismo
e do interculturalismo (os filmes "A Audiência", "24H e Outra
Terra", "Taraf, três contos e uma balada", a instalação "CCM
- Centro Comercial da Mouraria"). Na área da dança
tem desenvolvido uma reflexão sobre o encontro da imagem em
movimento e a dança contemporânea (os filmes "Crashlanding
em lisboa", "Jérôme bel, le film", "14 movimentos na
cidade", as instalações vídeo "Sequência
para um estado de graça", "jbel, 3 planos em montagem horizontal").
Actualmente desenvolve um projecto sobre o retrato em movimento (as
instalações "CHANT portraits" e "MOUVEMENT portraits").
Em 2004 realiza dois filmes documentário sobre políticas
interculturais na área da dança contemporânea: "O
encontro" e "Le réseau".
topo
Miguel Pereira (Portugal)
formou-se em dança
em Lisboa, Paris e Nova Iorque. Colaborou com Francisco Camacho,
Vera Mantero e Jerôme Bel. Participou na peça e no filme "António,
um rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo. Apresentou-se com a criação
premiada "António Miguel" em vários países da
Europa e no Brasil. Actuou no festival Danças na Cidade 2002
e foi alvo de uma mini-retrospectiva organizada pela Transforma.
Criou a peça "Transitions" para Transitions Dance Co / Laban
Centre e estreou em Junho de 2005 a peça "Corpo de Baile" na
Culturgest.
topo
Sodja Zupanc Lotker (Sérvia/República
Checa) é dramaturga de dança e teatro. Trabalhou com
Cristina Maldonado, Halka Tresnakova Lhotakova + Soukup Dance Company,
Unit, Krepsko, Perseverance Theatre and Thaddeus Phillips. É directora
de programação da "Prague Quadrennial International
Exhibition of Stage Design and Theatre Architecture 2007". Trabalha
no Instituto de Teatro de Praga como creative producer do programa
de Promoção do Teatro Checo e de vários programas
de intercâmbio internacional. Foi comissária de vários
simpósios, workshops, encontros e seminários.
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