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Encontro Lisboa



Encontros Imediatos 2005-06


Aydin Teker


Encontro Lisboa

 

O Encontro Lisboa é a primeira etapa do projecto Encontros Imediatos 2005-06.
Ao longo de três semanas, doze participantes dos Encontros Imediatos juntam-se em Lisboa para trocar experiências, trabalhar nas suas criações e debater os temas em análise.

 

Participam:

O Encontro divide-se em várias componentes:

  • a apresentação de trabalhos e a discussão de processos de criação e opções artísticas
  • o início do trabalho de criação de cada equipa participante
  • uma abordagem da questão local/espaço, através de visitas a vários espaços disponíveis para os Encontros Imediatos 2006
  • discussão dos temas relacionados com o projecto, na companhia de pensadores e artistas, convidados por Bojana Cveji


Programa público

Embora seja um projecto essencialmente dedicado à criação e investigação artística, o Encontro Lisboa abre as suas portas ao público em algumas ocasiões:


Dom 7 Ago NEGÓCIO 21h30 Ana Borralho e João Galante "no body never mind, 002"
Qui 11 Ago NEGÓCIO 21h30

filme e apresentação Jan Kopp "Sannectamock"
(em inglês)

Sex 12 Ago NEGÓCIO 21h30 apresentações informais: Cristina Blanco "cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE" + Andrea Sonnberger "Der Boxer I" + Gustavo Ciriaco "Uma conferência imaginária SOBRE OS MEUS ARREDORES"
ZDB 23h30 concerto Dead Combo + automat.piss.tool
Sáb 13 Ago ZDB 19h00 palestra Sergei Prista e Nikolina Prista "Desvios e Traduções / Deviations and Translations" (palestra em inglês)
Qua 17 Ago ZDB 19h00 palestra Bojana Kunst "Colaboração, possibilidade e residência / Collaboration, possibility and inhabitancy" (palestra em inglês)
Qui 18 Ago NEGÓCIO 21h30 filme e apresentação Luciana Fina "O Encontro"
Sex 19 Ago NEGÓCIO 21h30 apresentações informais: Filipa Francisco "Leitura de listas..." + Claudia Müller "Dois do seis de setenta"
ZDB 23h30 concerto Stradas + Koktail of live mixed filmzz by Edgar Pêra

Todos os eventos são de entrada livre, com excepção do espectáculo "no body never mind, 002" (6€) e dos concertos na ZDB (5€)
NEGÓCIO: Rua de O Século, nº 9, porta 5 (Páteo de Santa Clara)
ZDB: Rua da Barroca nº 59


Ana Borralho e João Galante (Portugal)
no body never mind, 002

Ana Borralho e João Galante estreiam em absoluto, no dia 4 de Agosto, a peça no body never mind, 002, que integra o projecto NBNM. Este projecto parte da ideia de continuidade, consistindo em três peças sob as temáticas corpo\mente, dentro\fora, emoção\sentimento, eu\outros. A primeira performance NBNM, no body never mind, 001, na qual os intérpretes foram tatuados ao vivo com a frase no body (nas costas de Ana Borralho) e never mind (nas costas de João Galante), foi estreada em Novembro de 2004. Com a presente estreia de no body never mind, 002, pretende-se completar mais uma fase do projecto NBNM. A terceira parte da trilogia, no body never mind, 003, irá concluir o projecto e será estreada em Junho de 2006, no âmbito do alkantara festival. NBNM contou com as residências artísticas em Tóquio e Yokohama (Japão) e em Lisboa nos LAB/ RE.AL e no NEGÓCIO da ZDB.

"Pensamos que a dança não teria uma existência própria se a separássemos do acto de viver, no body never mind traduz mais um modo intenso de existir do que apenas uma organização de tempo e espaço, trava um duelo consciente com o solene acto de viver, e a sua estrutura fundamental reside na contradição entre o impulso do ser humano para a auto-destruição e o impulso simultâneo de resistir à sua dissolução. A peça torna-se assim num catalisador para desconstrução de todos os valores, incluindo a desconstrução do eu."

Ana Borralho & João Galante

Criação, Interpretação e Vídeo: Ana Borralho e João Galante
Música original (Composição): Vítor Rua
Intérprete de música ao vivo: Eddie Prévost
Caracterização: Jorge Bragada
Colaborador dramatúrgico: Fernando Ribeiro
Grafismo: José Pelicano e Pelicano
Registo vídeo da residência artística: Helena Inverno
Produção: Carla Oliveira e Mónica Samões
Uma Produção: casa branca
Co-produção: alkantara, JGM - João Garcia Miguel, unipessoal, ZDB, Wid.Lov
Apoios: Fundação Calouste Gulbenkian, RE.AL, Fórum Dança, Quinta das Aves, Eira
Projecto subsidiado pelo Instituto das Artes / Ministério da Cultura
Agradecimentos: Bang Bang Tatoos (Eduardo Pinela, Satu Virkkunen), Gudo Wafu Nishigima, Gustavo Pacheco, Kazuo Ohno, Kayoko Tokumitsu, Luís Carapeto, João Fiadeiro, João Samões, João Queirós, Patrícia Leal, Pedro Morais, Sachico Ishikawa, Toshico Kosuage, Yoshito Ohno.

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Jan Kopp (Alemanha / França)
Sannectamock
(filme 15 min. + apresentação)

"Sannectamock" é um vídeo produzido durante um workshop com estudantes da Ecole Superieure d'Art, Perpignan e que documenta a experiência do artista visual Jan Kopp na orientação de um workshop de dança, sem possuir quaisquer conhecimentos técnicos. Kopp estabeleceu um método de comunicação com e entre os estudantes cuja regra consistia na utilização de uma linguagem inventada. O vídeo mostra o desenvolvimento do workshop desde os primeiros exercícios de aquecimento até a apresentação pública em palco.

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Cristina Blanco (Espanha)
cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE
(40 min)

Uma parede qualquer com os códigos, padrões e sinais do costume indicando "a saída", "as escadas", "o alarme"... Desenhos de setas, linhas e círculos, imagens contidas em rectângulos. Quem as desenhou? Quem decide sobre a sua validade e compreensibilidade universal?

cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE CORRE começa com um jogo em que somos confrontados com os sinais e objectos familiares para os transformar, isolar do seu contexto e recriar o seu significado... uma maneira de tornar um espaço comum (a parede) num espaço novo e único. O espaço é multiplicado numa série de micro-espaços onde pequenas histórias acontecem, algumas absurdas, outras trágicas, com o objectivo de mudar a percepção do espectador. A parede "normal" transforma-se num portal que dá acesso ao mundo codificado, por detrás dos sinais, objectos, portas... Esta viagem no espaço funciona como ponto de partida para decompor a informação neles contidos e para manipular os códigos linguísticos quotidianos com o intuito de criar uma nova linguagem diferente. Em essência, é este o foco da peça.

Os textos do espectáculo são oriundos de etiquetas de roupa e de um extintor de fogo. Os materiais usados são o corpo da intérprete e os símbolos e objectos encontrados no espaço, que são transformados em hieróglifos a ser decifrados pela intérprete e pelo público. O papel da intérprete é ambíguo: controla e manipula o espaço e, ao mesmo tempo, vai sendo encurralada pelo próprio código que cria.

Criação e interpretação: Cristina Blanco
Produção: Cristina Blanco
Assistência: Aula de Danza de Alcalá de Henares
Assistência set design: Verónica Regueiro

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Andrea Sonnberger (Áustria/Alemanha)
Der Boxer I
(20 min.)

Neste solo, Andrea Sonnberger descreve situações emocionais diferentes, desenvolvidas a partir do seu relacionamento teórico, e também prático, durante um curto período de tempo, com o boxe. A peça questiona também a representação em palco. Originalmente concebida para ser um dueto com um jogador de golfe, a versão solo da peça concentrar-se-á numa luta interna.

coreografia: Andrea Sonnberger
música: Thomas König

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Gustavo Ciríaco (Brasil)
Uma conferência imaginária sobre os meus arredores
(20 min)

Entre percepção e imaginação produtiva, um bailarino, a partir das suas memórias particulares, clichés e movimento, lança um convite ao espectador: empreender uma jornada na sua companhia com um olhar estrangeiro sobre o Brasil, um Brasil turístico imiscuído em seus souvenirs. Uma viagem exploratória pelos arredores quotidianos transformados subitamente num campo de acção poética.

"Uma conferência imaginária..." é um projecto sob contínua transformação que estreou no seu formato itinerante em Maio de 2004 no Festival Made in Brésil, na Ferme du Buisson, em Paris, França;   foi apresentado ainda no formato deambulatório no Panorama RioArte de Dança 2004, dentro do Projecto Encontros Imediatos Lisboa-Rio, no Hospital da Real Beneficência Portuguesa. Estreou a sua nova versão para palco no Festival Internacional de Nova Dança, em Brasília, em Fevereiro de 2005.

Criação, texto, performance: Gustavo Ciríaco
Assistência de Direcção: Francini Barros
Criação e Confecção dos objectos cénicos: Maria José de Figueiredo Ciríaco
Fotos: Firmino Salgueiro
Músicas: "Copacabana" João de Barro e Alberto Ribeiro, "Vai Lacraia" MC Serginho, "Menino Deus" Márcio Duarte e Paulo César Pinheiro

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Dead Combo (Portugal)

O álbum aclamado «Vol. 1» firmou os Dead Combo como uma das mais interessantes bandas nacionais focadas na canção (instrumental). Surgido do convite de Henrique Amaro para a homenagem a Carlos Paredes, Dead Combo já teve várias aparições ao vivo e produziu música para trabalhos de Edgar Pêra. Preparam neste momento o seu segundo álbum na Zé dos Bois.

www.deadcombo.net

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automat.piss.tool (Finlândia)

Descrevendo o seu som como «Porridge n'bass» (papas e baixo), Knut Guribye de Automat.piss.tool utiliza theremin, sampler, sintetizadores e vários efeitos para criar as suas variações de electrónica extrema. Por vezes acompanhado com outros instrumentistas em palco (bateristas, teclistas), nesta passagem pela ZDB Automat.piss.tool irá ser regido a solo por Guribye.

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Sergej Pristas Nicolina Pristas Croácia)
Desvios e Traduções / Deviations and Translations

Nesta palestra Sergej Prista? apresentará o trabalho de BADco e o projecto Zagreb Capital Europeia 3000, explicando as suas posições individuais e os projectos interrelacionados dos seus parceiros. A comunicação focar-se-á nas relações entre os centros e as periferias, na questão da (in)actualidade e no conceito de 'tradução' como um deslize sistémico e não como uma simples "tradução de um ponto ao outro". Irá também abordar a des-identificação num contexto local e global.

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Bojana Kunst (Eslovénia)
Colaboração, possibilidade e residência / Collaboration, possibility and inhabitancy

Na sua palestra, Bojana Kunst aborda vários temas ligados à ideia da 'colaboração'. Como colaboramos, sabendo que colaboração implica também possibilidade? O que partilhamos no nosso trabalho e como habitamos o espaço nas nossas colaborações? Qual a ligação entre colaboração e re-articulação do espaço? Qual o impacto do trabalho colaborativo na produção alternativa de conhecimento, na tonalidade emocional e na residência incoerente?   

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Luciana Fina (Itália / Portugal)
O Encontro (filme 60 min + apresentação)

Lisboa, 7° Encontro Internacional Dançar o que é nosso - um mês de laboratórios e seminários sobre interculturalismo e artes performativas, organizado por Danças na Cidade, com o antropólogo André Lepecki e diversos coreógrafos convidados. Cinquenta e quatro artistas trazem a sua cultura, corpo e movimento da Indonésia, do Burkina Faso, de Portugal, de Moçambique, da África do Sul, da Inglaterra, do Brasil, da Bélgica...

Através de práticas performativas, questionam-se sobre o impasse da incomunicabilidade e a cristalização das culturas. Tal como citado no documentário, Há duas maneiras de entender a cultura: como um código ou como processo. Assumimo-la enquanto processo e adopto-o com eles na escrita do filme. Sinto a necessidade de convocar imagens que lhes pertençam.

Luciana Fina

Câmara e realização: Luciana Fina
Montagem: Marcelo Felix, Luciana Fina
Som: Luciana Fina
Produção executiva: Catarina Saraiva, Hugo Quinta
Produção: DANÇAS NA CIDADE / LAF
Co-produção: A Dois da RTP
Apoio: Ministério da Cultura/Instituto das Artes, Comissão Europeia - Programa Cultura 2000

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Filipa Francisco (Portugal)
Leitura de listas ...
(45 min)

A ideia foi a de organizar um modo de trabalho onde a separação entre ensaio e peça não apenas se diluísse, mas fosse, desde o início, simplesmente inexistente. Cada ensaio seria já uma (das possibilidades da) peça. Cada peça, um ensaio para outras possibilidades. Esse foi o meio que encontrámos para responder ao desafio de criar um trabalho atento ao lugar onde, a cada reiteração, ele se daria. Assim, este trabalho não tem propriamente nem uma forma fixa, nem um fim determinado. Seguimos desse modo as ideias de Paul Carter sobre território e performance, nomeadamente quando ele demonstra que apenas uma terraplanagem estúpida do chão onde a performance se dá permite o seu ensaio: forma desgarrada de representação. Não queríamos a terraplanagem. Queríamos antes uma topografia atenta aos diversos espaços que nos rodeavam   dos espaços mais próximos e envolventes dos vários estúdios por onde fomos trabalhando por três meses, ao espaço urbano da cidade, ao violento espaço politico de uma América em guerra aberta, e aos espaços económico, afectivo, crítico, e de referências estéticas da Filipa Francisco. Assim, a Filipa criou um sistema aberto: dedicar-se a (potencialmente) infindáveis listagens. Estas são menos ligadas à noção de obsessão, do que à ideia daquilo a que Deleuze e Guattari denominam de "programa". As listas, as listagens, a sua elaboração, identificação, escrita, e recitação, por vezes por horas a fio, dentro e fora do estúdio, com e sem público, não são mais do que tantas possibilidades de mapeamento de vivências (mais ou menos familiares, mais ou menos improváveis, mais ou menos pesadas, mais ou menos ridículas, mais ou menos falsas) neste nosso tempo particularmente carregado.

André Lepecki, Nova Iorque, Novembro de 2003

Trabalho de: Filipa Francisco
Colaboração de André Lepecki em Nova Iorque durante a bolsa de estudo do Gabinete de Relações Internacionais do Ministério da Cultura e de Carlota Lagido e Cristina Piedade em Lisboa
Vídeo promocional: João Pinto
Produção: Jangada de Pedra / André Camecelha
Apoio: CENTA
Agradecimentos: Ricardo Freitas, EIRA
Projecto financiado pelo Ministério da Cultura

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Cláudia Müller (Brasil)
Dois do seis de setenta
(20 min)

"Se a minha pele é uma fronteira, a cicatriz está dentro ou fora?"

"Dois do seis de setenta" trata da ambiguidade existente nos conceitos de belo, estranho, normal ou inusitado que se revela na contraposição entre a beleza formal do corpo e os traços da sua própria desintegração diária: marcas, cicatrizes, o corpo pelo "avesso" com seus órgãos expostos. A ideia do corpo como lugar habitado, registro da experiência, material de construção de um ideal estético e, ao mesmo tempo, prova da finitude da existência.

"... Consciente da finitude de seus gestos, da impossibilidade da linguagem em dar conta ou repôr a experiência do corpo, suas obras se armam como uma pele a colectar cicatrizes, num comentário sobre o corpo humano como o lugar para o discurso da identidade, o meio pelo qual são revelados os (nossos) temores e desejos registrados na carne nos embates com o real."

Ivo Mesquita in "Leonilson - São tantas as Verdades"

Criação e Interpretação: Cláudia Müller
Assistência: Alex Cassal
Trilha Sonora Original: Marcio Meirelles
Locução: Rodrigo Maia
Luz: José Geraldo Furtado
Fotos: Löis Lancaster
Vídeo: Cavi Borges, Paulo Mendel
Apoio: Centro Cultural José Bonifácio Cavídeo, Rumos Dança 2003 - Itaú Cultural

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Stradas (Portugal)

Três músicos - uma voz, uma guitarra portuguesa e uma contrabacia, tocados de forma pouco ou muito convencional - criam a sua sonoridade a partir do fado, do ská, do pop, do funáná. Os Stradas apresentaram uma agradável desconstrução dos cânones habituais da música, reinventando a canção.  O encanto e a expressividade dos músicos empresta uma atmosfera muito especial à música.

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Koktail of live mixed filmzz by Edgar Pêra (Portugal)

A ZDB apresenta mais um cineymprovize video-session de Edgar Pêra com  o Cine-Arkivist Johnny Gomez e João Lima na guitarra portuguesa. Portugal, as remisturas de que somos feitos, as raízes e os pós de perlimpimpim... Fados e guitarradas em formato cinescope. Para onde vai a guitarra portuguesa? Terá o mesmo destino de Portugal? Enquanto o músiko vai  dando as suas respostas os filmes serão projektados. 

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Ana Borralho (Lagos, 1972) e João Galante (Luanda, 1968) conheceram-se enquanto estudavam artes plásticas no AR.CO. Como actores/co-criadores trabalharam regularmente com o grupo de teatro OLHO. Desde 2002 que coreografam em conjunto, destacando as peças: Mistermissmissmister (2002) Glim e Gló (2002), I Love you (2003), Girl play Boy (2004) e no body never mind, 001 (2004). Actualmente preparam a sua nova peça no body never mind, 002.

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Andrea Sonnberger (Austria/Alemanha) nasceu na Áustria e estudou dança em Viena e Munique. Trabalhou como performer na Áustria, Alemanha, Suíça, Rússia e Lituânia. Membro da Tanztendenz em Munique, desenvolve a partir de 1996 os seus projectos individuais. Em 1999 ganha o prémio Festival Cour des Capucins no Luxemburgo. Em 2003 recebe um apoio e funda o grupo "umluft" em conjunto com Eva Forler e Helmut Ott.

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Bojana Cvejic (Sérvia / Bélgica) é performer e teórica de artes performativas. Realizou vários espectáculos independentes de teatro musical em Belgrado, onde também foi co-fundadora do grupo Walking Theory. Desde 2000 colabora com Jan Ritsema, com quem realizou e interpretou vários espectáculos. Lecciona teoria das artes performativas na escola PARTS e na Faculdade de Musicologia de Belgrado. Escreve para as revistas Walking Theory, Maska, Frakcija, New Sound, Musical Wave, Etcetera, etc.

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Bojana Kunst (Eslovénia) é filósofa, dramaturga e teórica das artes performativas. Trabalha como investigadora na Universidade de Ljubljana e faz parte da direcção editorial da revista Maska. É professora convidada do Institute of Applied Theatre Science da Universidade de Giessen, desde 2005 (Alemanha).

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Cláudia Müller (Brasil) teve formação em ballet clássico, dança moderna e contemporânea. Trabalhou como intérprete em São Paulo e na Alemanha. Entre 1998 e 2000 integrou a Companhia de Dança Lia Rodrigues. Iniciou o seu próprio trabalho com o colectivo 3M Performance, em 2000. As suas peças individuais e as colaborações com Gary Stevens e Robert Pacitti integraram a programação dos festivais Dança em Trânsito (Rio de Janeiro), A8 (Torres Vedras), Panorama Rioarte (Rio de Janeiro) e In-Presentable (Madrid).

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Cristina Blanco (Espanha) é formada em teatro de movimento pela RESAD Madrid. Estudou também flamengo, dança contemporânea, sapateado, circo e interpretação para cinema. Foi co-fundadora da Companhia Depieteatro, em 2002. A primeira peça "Desiertos de Arena y Gente" estreou no Festival Escena Contemporánea e foi apresentada em 2004 no Festival BIACS. O seu primeiro solo "cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE" estreou no Festival In-Presentable em Madrid, em 2004. Actuou igualmente em Genebra, Granada e no Festival Madrid en Danza.

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Dani Lima (Brasil) estudou dança contemporânea, artes circenses e contacto-improvisação, entre outras técnicas. Em 1997 criou a sua companhia com a qual tem realizado diversos espectáculos (Piti/1998; Nato/1999; Digital Brazuca/2001; Vaidade/2001; Falam as partes do todo?/2003) e cursos pelo Brasil. Como coreógrafa, está interessada em questões de identidade/alteridade, memória, percepção, fragmentação e contaminação, investindo em experiências híbridas na dança. Dani integra o corpo docente do Curso de Dança da UniverCidade (Brasil) e é Mestre em Teatro.

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Filipa Francisco (Portugal) fez a sua formação em Lisboa e em Nova Iorque na Trisha Brown Dance Company e no Lee Strasberg Institut. Intérprete de vários coreógrafos, faz também direcção do movimento para teatro e ópera e tem realizado formação na área da dança, em colaboração com o Centa. Foi fundadora da Companhia A Torneira, com a qual apresentou diversos espectáculos. Destaca as peças "Nu Meio", "O Nariz do meu pai", "There i Stand", "Transgarden", "Petróleo" e "Riso", apresentadas em festivais em Portugal e no estrangeiro.

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Goran Sergej Pristas (croácia) nasceu em 1967. É licenciado pela Academia de Teatro de Zagreb em 1993, onde assume o cargo de docente desde 1994. Entre 1990 e 1992 trabalha como director artístico do teatro SKUC e, em 1993, como dramaturgo e membro do conselho artístico do teatro &TD. Entre 1994 e 1999, é dramaturgo do grupo de teatro Monta?stroj, dirigido pelo produtor e coreógrafo Borut Separovic.
Escreveu vários guiões para documentários e produziu e dirigiu a performance "Confessions" (1999). É director artístico, produtor, dramaturgo e performer do colectivo BADco, Desde 1995 é programador do Centro da Arte Teatral e, desde 2000, presidente de CDU. É director editorial da revista para as artes performativas Frakcija e um dos fundadores do projecto Zagreb - Capital Europeia de Cultura 3000.

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Gustavo Ciríaco (Brasil) é bailarino e coreógrafo, estudou ciência política e formou-se em Dança Contemporânea na Escola Angel Vianna. Desde 1995, juntamente com Frederico Paredes, dirige a Dupla de Dança Ikswalsinats. Apresenta-se em festivais no Brasil e no exterior e participa em projectos internacionais como o Meeting in the Middle. É membro do colectivo Contágio e do grupo Coletivo Improviso. Desde 2003, é comissário do Condança em Porto Alegre, e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, da Escola Angel Vianna e da Faculdade de Dança da UniverCidade.

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Idoia Zabaleta (Espanha) é formada em dança e biologia. Participa em vários projectos de Improvisação. Em 1990 funda, em conjunto com Mariaje Ariznabarreta, a Associação de Dança e Linguagens Corporais. Colabora com o laboratório de electroacústica KLEM. Em 2000 cria a peça "La Puta Inocencia", apresentada nos "Rencontres Chorégraphiques Internationales de Saint Denis". Em 2004 dirige a peça "Gau bakar" e participa no projecto "A Viagem", um encontro de criadores do Mediterrâneo. Dirige o Centro de Dança Muelle 3 em Bilbao e ensina dança na Universidade do País Basco.

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Jan Kopp nasce em 1970 em Frankfurt; vive e trabalha em Paris desde 1990. As áreas de intervenção preferenciais (mas não exclusivas) de Jan Kopp são o espaço urbano e a Internet. Ambos são espaços públicos potenciais onde podem acontecer encontros. As intervenções urbanas de Kopp são baseadas em análises da situação local, manifestando uma certa preferência por lugares desertos que se podem tornar em campos de papoilas (Ivry-sur-Seine,1993 e Potsdamer Platz, Berlim, 1994) ou servir para fazer um inventário de tudo que cresce espontaneamente ou que é deixado pelo vento ou pela acção do homem (Metz, 1997). Em geral, Jan Kopp inicia o seu trabalho com os pormenores ou pequenos eventos que normalmente ninguém nota, utilizando-os para criar intervenções no tecido urbano, através de modificações e reconfigurações dos mesmos (projecção nocturna num café na Place Saint Sulpice, Paris, 1996; "Vos mots" em Enghien).

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Karima Mansour (Egipto) estudou no Cairo Film Institute e na London Contemporary Dance School. Bailarina e coreógrafa independente, formou em 1999 a companhia Ma'at com a qual coreografou seis peças programadas no âmbito de festivais em França, Holanda, Itália e Bélgica. Colabora enquanto intérprete com vários coreógrafos internacionais.

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Luciana Fina nasce em Itália, onde estuda literatura portuguesa e francesa. Vive desde 1991 em Lisboa. É comissária de numerosos ciclos cinematográficos. Nos seus documentários e instalações tem-se concentrado nos temas do nomadismo e do interculturalismo (os filmes "A Audiência", "24H e Outra Terra", "Taraf, três contos e uma balada", a instalação "CCM - Centro Comercial da Mouraria"). Na área da dança tem desenvolvido uma reflexão sobre o encontro da imagem em movimento e a dança contemporânea (os filmes "Crashlanding em lisboa", "Jérôme bel, le film", "14 movimentos na cidade", as instalações vídeo "Sequência para um estado de graça", "jbel, 3 planos em montagem horizontal"). Actualmente desenvolve um projecto sobre o retrato em movimento (as instalações "CHANT portraits" e "MOUVEMENT portraits"). Em 2004 realiza dois filmes documentário sobre políticas interculturais na área da dança contemporânea: "O encontro" e "Le réseau".  

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Miguel Pereira (Portugal) formou-se em dança em Lisboa, Paris e Nova Iorque. Colaborou com Francisco Camacho, Vera Mantero e Jerôme Bel. Participou na peça e no filme "António, um rapaz de Lisboa" de Jorge Silva Melo. Apresentou-se com a criação premiada "António Miguel" em vários países da Europa e no Brasil. Actuou no festival Danças na Cidade 2002 e foi alvo de uma mini-retrospectiva organizada pela Transforma. Criou a peça "Transitions" para Transitions Dance Co / Laban Centre e estreou em Junho de 2005 a peça "Corpo de Baile" na Culturgest.

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Sodja Zupanc Lotker (Sérvia/República Checa) é dramaturga de dança e teatro. Trabalhou com Cristina Maldonado, Halka Tresnakova Lhotakova + Soukup Dance Company, Unit, Krepsko, Perseverance Theatre and Thaddeus Phillips. É directora de programação da "Prague Quadrennial International Exhibition of Stage Design and Theatre Architecture 2007". Trabalha no Instituto de Teatro de Praga como creative producer do programa de Promoção do Teatro Checo e de vários programas de intercâmbio internacional. Foi comissária de vários simpósios, workshops, encontros e seminários.

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