Portas abertas: Mandí Kaibô no Espaço Alkantara
Pirarucu - Filho de peixe, peixe é

- 24.04 2026
- Espaço Alkantara
- 19H
O pirarucu é um peixe amazônico misterioso, guardião dos segredos e memórias do rio, é considerado dos maiores peixes de água doce do mundo, tem escamas resistentes e respiração aérea que o faz sobreviver mesmo em águas densas e com baixo oxigênio, ele já foi gente e hoje é rei do fundo dos rios.
Em Pirarucu - Filho de peixe, peixe é, Mandí Kaibô tece no corpo vivo do barro, memórias e saberes ancestrais da sua vivência em comunidade e principalmente com a sua avó Joveniana Gomes da Silva, costureira e inventora de mundos imaginários, que lhe ensinou os primeiros e mais preciosos fundamentos de vida. Enquanto se transforma em peixe, entoa um gozo telúrico entre fios de corda e miçangas de barro que, em sua repetição, desmantelam a imposição do esquecimento colonial, fazendo emergir o indizível.
Depois de Com-Fiar, ato performático duracional e comunitário seguido de exposição na Roda que não tem fim no TBA em dezembro de 2025, Mandí Kaibô está agora em residência artística no Espaço Alkantara, reunindo-se com artistas que confluem com esse mistério para criação da performance e exposição Pirarucu - Filho de peixe, peixe é, obra dedicada a memória de sua avó encantada Joveniana.
No dia 24 de abril, às 19h00, haverá um momento de partilha aberto ao público no Espaço Alkantara – a entrada é livre!
Ficha Artística
Performance, Escultura, Criação e direção Mandí Kaibô Luz Lui L’abbate Direção de movimento Jorge Ciprianno Som Gadutra Vídeo Izabelle Louise