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Representatividade Negra nas Artes Performativas

Fórum Cultura

ALKANARA - Representatividade Negra nas Artes Performativas - ©
  • 16.01 2021
  • PISTA
  • Live Streaming
  • M/12
  • 15h -18h

"O que significa, em concreto, a diversidade cultural nas artes performativas em Portugal? O que reivindicamos exatamente quando propomos mais representatividade negra?

A partir de uma reflexão sobre as limitações estruturais que fundamentam as políticas culturais do país e considerando o debate atual, mobilizado pelos movimentos negros em Portugal, este Fórum Cultura pretende ir além das questões superficiais que têm esvaziado o tema.

Serão propostos modelos construtivos, que partam das próprias estruturas artísticas (responsáveis pelas relações de poder que sustentam privilégios e legitimam a discriminação de determinados corpos e subjetividades no sector) em diálogo com artistas, agentes culturais, especialistas em investigação e curadoria e outras pessoas negras profissionais da cultura em Portugal.

Discutiremos questões como formação, contratação, comunicação e programação cultural, para construir uma reflexão sobre políticas públicas direccionadas para pessoas negras profissionais das artes performativas em Portugal nas artes performativas em Portugal.

Um tema cada vez mais discutido, mas simultaneamente banalizado por mecanismos coloniais, capitalistas e patriarcais, que continuam a transformar a luta antirracista num produto consumível - alimentados e legitimados pelos meios de comunicação social hegemónicos, aliados pela academia, órgãos reguladores de poder, e a própria comunidade artística dominante.

O objectivo é compreendermos porquê, como e para quem servem as dinâmicas de assimilação de discursos, e como podemos, em conjunto, contribuir para uma efetiva transformação da cultura em Portugal."

Raquel Lima

Participantes: Américo Rodrigues (Direção-Geral das Artes), Ana Magalhães (Câmara Municipal de Lisboa, Departamento dos Direitos Sociais, Divisão para a Coesão e Juventude), Ana Tica (Agente cultural/Ativista), Anabela Rodrigues (Artista/GTOLX), Carla Nobre Sousa (Alkantara), Cleo Tavares (Artista), David J. Amado (Coreógrafo/ Pedagogo de Dança Clássica/ Cineasta - Jazzy Dance Studios/ ILGA Portugal), David Cabecinha (Alkantara), Isabél Zuáa (Artista), José Lino, Kitty Furtado (Investigadora e membro do NARP – Núcleo Anti-Racista do Porto), Mafalda Sebastião (Câmara Municipal de Lisboa, Divisão de Ação Cultural - Polo Cultural das Gaivotas), Marco Mendonça (Ator), Melissa Rodrigues (Performer/Arte-educadora), Nádia Yracema (Artista), Paulo Pascoal (Ator), Piny (Bailarina e criadora), Rodrigo Ribeiro Saturnino (Artista) e Vânia Vaz (Intérprete-criadora de dança).

Relatório

Este relatório resume os principais pontos discutidos no Fórum Cultura: Representatividade Negra nas Artes Performativas com enfoque especial nas conclusões consensuais do grupo assim como as propostas para compromissos futuros no âmbito deste tema por parte de diferentes profissionais da cultura e/ou as estruturas que representam.

Moderação e Coordenação:

Raquel Lima é doutoranda do Programa Pós-Colonialismos e Cidadania Global do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra e Bolseira FCT. A sua investigação centra-se em Oratura, Escravatura e movimentos afro diaspóricos. Licenciada em Estudos Artísticos, com especialização em Artes Performativas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (2008). Actualmente colabora com o projecto de investigação Post-Archive: Politics of Memory, Place and Identity da mesma Faculdade. Foi bolseira da 1ª edição do Programa INOV-ART, organizado pela Direcção Geral das Artes / Ministério da Cultura, no Festival Panorama de Dança do Rio de Janeiro, Brasil (2009) e bolseira Leonardo Da Vinci na Associação L’A do coreógrafo Rachid Ouramdane em Paris, França (2010). Em Portugal formou-se e trabalhou na produção executiva, comunicação e assessoria de imprensa de diversas estruturas de teatro, cinema e dança contemporânea, nomeadamente Comuna - Teatro de Pesquisa, Fórum Dança, Rumo do Fumo, Companhia de Dança de Almada, vo’arte, Lisbon & Estoril Film Festival, Doclisboa, entre outras. Co-fundou a associação cultural Pantalassa e foi Directora Artística e Coordenadora Geral das três primeiras edições do PortugalSLAM - Festival Internacional de Poesia e Performance. Publicou os seus poemas em diversas línguas e tem realizado performances e workshops em torno da poesia oral a nível nacional e internacional, destacando os workshops de poesia, raça e género: para uma escrita poética interseccional. Publicou, em Outubro de 2019, o seu primeiro livro e audiolivro de poemas intitulado Ingenuidade Inocência Ignorância, pelas editoras BOCA e Animal Sentimental.

Participantes

Américo Rodrigues Diretor da DGARTES desde fevereiro de 2019. Licenciado em Língua e Cultura Portuguesas pela Universidade da Beira Interior e Mestre em Ciências da Fala pela Universidade de Aveiro com uma tese sobre "As emoções na fala". Exerceu funções de animador e programador cultural na Casa de Cultura da Juventude da Guarda/FAOJ (1979-1989) e na Câmara Municipal da Guarda (1989-2005), tendo sido Diretor do Teatro Municipal da Guarda (2005-2013) e Coordenador da Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (2015-2018). Foi um dos fundadores do coletivo Aquilo Teatro, da Associação Luzlinar e do Calafrio, Associação Cultural / Teatro do CalaFrio. Coordenou os cadernos de poesia Aquilo (1982-1997) e foi co-director da revista Boca de Incêndio (2004-2006), entre outras publicações. Em 2011 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura de Portugal. É poeta, ator, encenador, performer (na área da poesia sonora) e programador cultural.

Ana Magalhães é licenciada em Antropologia (FCSH-UNL) e mestre em Turismo e Comunicação (FLUL/IGOT-UL). No campo da investigação, realizou pesquisa etnográfica nas áreas da cultura material, reconversão de espaços urbanos e minorias étnicas em contexto urbano. Foi docente do Ensino Básico nos concelhos de Setúbal e Amadora. Ao serviço da administração local tem colaborado em diversos projetos de desenvolvimento comunitário e intercultural, particularmente junto da população migrante presente no território de Arroios (Lisboa).

Anabela Rodrigues mais conhecida como Belinha. Artivista e uma das Curingas do GTOLX. Nasceu na maternidade Alfredo da Costa, e toda a sua vivência está ligada ao Bairro da Cova da Moura onde cresceu. É mãe, mulher, escritora e no dia-a-dia trabalha como mediadora cultural numa associação de Imigrantes. A sua práxis é o Teatro do Oprimido. Desde de 2012 que em conjunto com as companheiras e companheiros de luta que apresentam espectáculos de Teatro Fórum, a nível nacional e internacional, através do grupo AMI-AFRO que procura dar visibilidades às opressões que enquanto negros e negras sentimos e queremos derrubar. Faz parte da Rede Together do Teatro do Oprimido que compõem associações praticantes deste na Alemanha, França, Espanha, Itália, Escócia e Croácia. Pisa por vezes outros palcos uma vez que é Conselheira no Conselho Económico e Social e foi candidata não Eleita para o Parlamento Europeu de 2019.

Ana Tica nasceu em Lisboa, em 1979. É licenciada em Animação Sociocultural e mestranda em Gestão de Organizações de Economia Social, pelo Instituto Politécnico de Santarém. Dos projetos sociais e culturais que produziu, destaca a iniciativa juvenil Putos qui ata cria (2006), galardoada como boa prática pelo Comissariado Europeu para a Educação, Formação, Cultura e Juventude e o filme documentário, que co-realizou, Nôs Terra (2011), centrado no processo de construção de um contra discurso protagonizado por jovens negros portugueses. Como freelancer, agenciou, entre outros artistas negros, o professor e mestre griot do Kora, José Braima Galissá. Participou em diversos coletivos e na organização de vários protestos, espetáculos e eventos.

Carla Nobre Sousa detém um mestrado Erasmus Mundus em Artes do Espectáculo (Université Libre de Bruxelles/Université de Nice-Sophia Antipolis) e é licenciada em Teatro e Ciência Política (McGill University, Montréal). É codiretora artística do Alkantara deste junho de 2018, onde foi assessora da direção artística desde 2016, ano em que foi também coordenadora de produção do ALKANTARA FESTIVAL. De 2011 a 2015 colaborou com a Associação Cultural Materiais Diversos, onde foi responsável pela produção e difusão internacional de projetos de Tiago Guedes, Sofia Dias & Vítor Roriz, Marcelo Evelin, Filipa Francisco, Pablo Fidalgo Lareo e Teresa Silva & Elizabete Francisca, entre outros.

Cleo Tavares nasceu a 2 de setembro de 1987 na Cidade da Praia em Cabo Verde. Muda-se para Lisboa na infância onde realizou a maior parte da sua formação.As suas primeiras experiências teatrais foram com o grupo de teatro universitário Mis- cutem, na sequência disso inicia a sua formação artística profissional em 2012, na ESTC. Desde 2015 que participou como intérprete em vários projetos teatrais de encenadores nacionais dos quais se destaca, Rogério Carvalho, Mónica Calle, Sónia Baptista e Mário Coelho. Integrou também várias produções de cinema nacional e internacional, dos quais destaca Diamantino de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, Verão Danado de Pedro Cabeleira e Terra Amarela de Dinis Costa. É juntamente com Isabel Zuáa e Nádia Yracema autora e intérprete do espetáculo Aurora Negra, vencedor da II edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

David J. Amado coreógrafo Jamaicano-Americano, formado em Música na Columbia University em Nova Iorque. É também pedagogo de dança clássica e cineasta com uma carreira que abrange três continentes. Começou como aprendiz com a Companhia Alpha Omega Theatrical Dance (AOTD) sob a direção de Enrique Cruz de Jesus em Nova Iorque. Desde então dançou com Ballet des Amériques e Corpo Cidadão em Minas Gerais, Brasil. Foi destacado pela revista Dance Teacher (EUA Ed. Junho de 2016) e cursou com o International Dance Council of UNESCO em pedagogia de dança clássica em associação com o Classical Dance Alliance (Nova York). Através do ensino da dança o David Amado tenta providenciar formação aos mais desfavorecidos com grande foco em grupos étnicos carenciados. Como coreógrafo, sua missão é usar o ballet para contar as histórias de pessoas de várias etnias e orientações sexuais. Todos estes elementos ajudam David a abordar a pedagogia e a coreografia da dança clássica com uma mentalidade versátil, dando a oportunidade ao público de expandir seu paradigma com respeito o que é "ballet". Atualmente reside em Lisboa, Portugal e é professor de Dança Clássica na Jazzy Dance Studios onde ganhou a distinção Professor Revelação.É beneficiário do programa de apoio a projetos da Direção-Geral das Artes-DGARTES (2020).

David Cabecinha licenciou-se em teatro, ramo atores, na Escola Superior de Teatro e Cinema, em 2010. Desde 2008 colabora com diferentes companhias e criadores, entre eles Mala Voadora, Teatro da Garagem, Dinis Machado, João dos Santos Martins ou Rita Natálio, desempenhando diferentes funções nas áreas da interpretação, formação de públicos, produção, pesquisa e desenvolvimento de criação tanto nos planos dramatúrgico como de encenação, concepção e gestão de projetos. Em 2016 assumiu a direção artística e coordenação da 14ª edição do Festival Temps d’Images Lisboa. Em 2017 assinou a criação multidisciplinar SPA, The ultimate laptop theatre. Em cinema tem colaborado com o realizador Jorge Jácome enquanto co-argumentista, actor, produtor e assistente de realização (Plutão, A GUEST + A HOST = A GHOST, FIESTA FOREVER E FLORES). Integra a equipa do Alkantara desde janeiro de 2018, assumindo a codireção artística do Alkantara em junho de 2018.

Isabel Zuáa Atriz, performer e autora portuguesa, tem as suas origens na Guiné-Bissau e em Angola. O seu primeiro contacto artístico surge no grupo de dança africana radicado em Lisboa, Prata Luar. As suas principais formações foram feitas no Chapitô em interpretação teatral, na ESTC no curso de Teatro e no intercâmbio na UniRio, em Artes cênicas do Rio de Janeiro. Pesquisa novas dramaturgias onde a mulher negra é protagonista e anfitriã das suas próprias histórias, desmistificando estereótipos e preconceitos. Desde de 2010 transita entre projectos de Dança, Cinema, Teatro – no Brasil e em Portugal. É juntamente com Cléo Tavares e Nádia Yracema autora e intérprete do espetáculo Aurora Negra, vencedor da II edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

Ana Cristina Pereira AKA Kitty Furtado é afro-portuguesa, membro do Núcleo Antirracista do Porto (NARP); é doutorada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho, com a tese Alteridade e identidade na ficção cinematográfica em Portugal e Moçambique. É mestre em Ciências da Educação pela Universidade de Aveiro e licenciada em Teatro pelas Escolas Superiores de Teatro e Cinema de Lisboa e Música e Artes do Espetáculo do Porto. É investigadora pós-doc no CES (Universidade de Coimbra) como membro do projeto (DE)OTHERING, e investigadora colaboradora no CECS (Universidade do Minho) como membro do projeto CulturesPast&Present. Foi também investigadora do projeto À margem do cinema português: um estudo sobre o cinema afrodescendente produzido em Portugal.

Marco Mendonça nasceu em Moçambique. É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema - ramo de actores. Em 2014 começou a trabalhar com a companhia Os Possessos. Estagiou entre 2015 e 2016 no Teatro Nacional D. Maria II, onde participou em espectáculos de Tiago Rodrigues, João Pedro Vaz e Miguel Fragata e Inês Barahona. Entre 2017 e 2018 integrou performances e espectáculos de Gary Hill, Tonan Quito e da companhia Mala Voadora. Em 2019 estreou-se como autor e co-criador em Parlamento Elefante, projecto vencedor da primeira edição da Bolsa Amélia Rey Colaço. Actualmente integra o elenco de Sopro e Catarina e a beleza de matar fascistas, de Tiago Rodrigues.

Mafalda Sebastião licenciada em Direito, Pós-graduada em Direito do Trabalho e em Direito do Património Cultural e Mestre em Direito Intelectual pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. É Coordenadora do Polo Cultural Gaivotas | Boavista da Câmara Municipal de Lisboa, desde a sua inauguração, em 2016. Foi Produtora no São Luiz Teatro Municipal, de 2007 a 2016, e advogada na EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural, EM, entre 2003 e 2006. Dedica-se, como jurista, desde 2002, aos ramos do Direito do Trabalho e do Direito da Cultura, incluindo da Propriedade Intelectual. Elaborou os seguintes trabalhos de investigação académica: Dos Contratos de Trabalho com Regime Especial - O Contrato de Trabalho Artístico (2000), Marca Notória e Marca de Prestígio (2009), O Direito do Produtor (2009), Regime Laboral dos Profissionais de Espectáculos (2010) e O Direito do Produtor de Espectáculos (Tese de Mestrado, 2013).​

Melissa Rodrigues (Praia, Cabo Verde, 1985) é performer, arte-educadora e ativista. Licenciada em Antropologia UNL/FCSH e pós-graduada em Performance pela FBAUP. Como investigadora nas áreas da Performance e da Antropologia, tem desenvolvido pesquisa em Cultura Visual – Imagem e Representação do Corpo Negro - em colaboração com artistas visuais, cientistas sociais e performers. Atualmente vive no Porto, integra o InterStruct Collective, o espaço RAMPA e o NARP – Núcleo Anti-Racista do Porto.

Nádia Yracema Nasceu a 3 de Julho em Luanda, Angola. Inicia a sua formação e actividade no teatro Universitário, TEUC, onde conclui o curso de formação no ano lectivo de 2007-2008. Paralelamente frequenta a licenciatura de Direito na Universidade de Coimbra. Ingressa em 2012 na ESTC/ Ramo actores. Após conclusão da formação académica tem trabalhado frequentemente como intérprete teatro, onde é dirigida por vários encenadores nacionais e internacionais. Tem uma participação activa em vários organismos sociais que promovem o trabalho colaborativo nas áreas do cinema, teatro e performance. Em 2018 integra o projecto internacional École de Maîtres. É juntamente com Cléo Tavares e Isabel Zuáa autora e intérprete do espetáculo Aurora Negra, vencedor da II edição da Bolsa Amélia Rey Colaço.

Paulo Pascoal (Lisboa, 1982) é filho de dois estudantes imigrantes angolanos. Cresceu em Angola e Espanha, onde estudou e se estreou em teatro e televisão. Mestrado em Estudos Africanos na Universidade McGill em Montréal e é licenciado em Artes pela The Juilliard School, Nova Iorque. Em Portugal funda a associação Peaceful Nation (Nação Pacífica), plataforma que visa agregar, capacitar, promover e comercializar artistas LGBTQI Africanos. Trabalhou com o Teatro Praga e André e. Teodósio e com vários artistas multi-disciplinares em documentos históricos para galerias e museus. Participa em vários projetos de ficção para a televisão, trabalhou como guionista na FOX, tem rubricas em vários programas da RTP África e um programa de rádio “Avenida Marginal” - RDP África, com Fernanda Almeida e Yara Monteiro.

Anaísa Lopes a.k.a. Piny, nasceu em Lisboa em 1981. Terminou o Curso de Arquitetura em Lisboa em 2007 e de seguida a Pós-Graduação em Cenografia. Iniciou aulas de Danças do Médio Oriente em 1999 e em 2003 muda o foco para a cultura Hip Hop e forma a crew feminina Butterliesoulfow. Em 2012 termina a Licenciatura em Dança e forma a Companhia Orchidaceae onde procura um espaço comum para danças de rua, dança contemporânea e Fusion Belly Dance. Apresentou a sua primeira criação Corpo (i)lógico, no Festival de Criadores Emergentes em 2011. Coreografou a peça Periférico de Vhils, para a BoCA Bienal (2017) e a peça “Sacred Geometry - a meditative State” (2018). Como intérprete trabalhou com Kwenda Lima, Filipa Francisco, Tiago Guedes, Victor Hugo Pontes, Ricardo Ambrózio, Tânia Carvalho, Marco da Silva Ferreira, Raquel Castro e Cristina Planas Leitão. Em 2019 estreou o seu solo HIP. a pussy point of view. Parte do seu percurso foi e é feito internacionalmente em eventos de Danças Urbanas e Fusion Belly Dance como bailarina e professora tendo nos últimos anos apresentado o seu trabalho nestas áreas em diversos países europeus, assim como no Brasil, Argentina, México, Estados Unidos da América, Índia e Taiwan.

Rodrigo Ribeiro Saturnino, aka ROD é Artista Visual, Doutor em Sociologia e Investigador Pós-Doc em Comunicação na Universidade do Minho. Desenvolve uma pesquisa sobre a economia da partilha e o racismo algorítmico através de plataformas digitais. Como artista queer negro e imigrante em Lisboa, utiliza o desenho, ilustração, pintura e arte de rua com foco no homoerotismo, na sexualidade e nos processos coloniais de produção de um corpo negro como chaves críticas para questionar algumas idealizações erradas em torno de uma masculinidade heteronormativa. É membro da Djass – Associação de Afrodescendentes. Integra a equipa de coordenação do projeto Black Queer, uma plataforma digital em desenvolvimento com o objetivo de mapear a arte realizada por pessoas da diáspora queer negra em Portugal.

Vânia Doutel Vaz estudou com a Royal Dance Academy, Escola de Dança do Conservatório Nacional e Fórum Dança. Foi membro da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, Nederlands Dans Theater, Cedar Lake Contemporary Ballet (CLCB) e PUNCHDRUNK. Como artista freelancer colaborou com: Trajal Harrell, Eszter Salamon, Uri Aran, Tânia Carvalho (entre outros). Criou em laboratório a peça THEIR para CLCB, independentemente Bureauc'Art na galeria CunstLink e ad aeternum - vídeo performance comissionada pelo Teatro do Bairro Alto para o programa Recolher Obrigatório.

PISTA é um programa modular de formação e de fóruns, com vista ao desenvolvimento e atualização de competências profissionais, à partilha de boas práticas e à discussão pública de temas e tópicos chave para o desenvolvimento profissional de agentes culturais.

PISTA é promovido pelo Alkantara e pelo Polo Cultural Gaivotas | Boavista/Loja Lisboa Cultura (integrado no seu plano de formação para agentes culturais).

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