O Elefante no Meio da Sala
Vânia Doutel Vaz

- 12.09 — 25.09 2022
- Artistas em residência
O primeiro solo da coreógrafa e intéprete de dança Vânia Doutel Vaz, ocupa o estúdio do Espaço Alkantara para mais uma etapa de criação. O espetáculo estreia em novembro no Teatro do Bairro Alto (Lisboa) no âmbito do Alkantara Festival 2022.
A expressão “há um elefante no meio da sala” sugere a ideia de que na presença de um elemento óbvio este possa ser ignorado. Elefantes que trago comigo, elefantes que o público traz consigo e ainda aqueles que surgem na relação entre observantes e sujeitos a uma observação. Então o que há aqui que não ousamos dizer ou com o qual somos incapazes de lidar? E sendo esse elefante fragmentado e plural, entre tanta gente aqui, quantas possibilidades poderão surgir?
Ver, sentir, ignorar, desviar e então ver outra coisa, tocar outra coisa, dançar por distintas matérias geram aqui uma atenção e prática em direção a alternativas. Questiona-se e viabiliza-se o que ali poderá estar.
Multiplicidade em oscilação, possibilidades em resiliência.
Cada pessoa ou ciência, cada experiência ou teoria tentarão definir o que aqui está ou surgirá. Ainda assim e por isso, tanto irá escapar.
Estas são questões que pulsam n’O Elefante No Meio Da Sala e com as quais elefantes habitam e dialogam.
Vânia Doutel Vaz
Ficha Artística
Conceito, Criação e Performance Vânia Doutel Vaz DramaturgiaJosefa Pereira Vídeo Daniela Stubbs Levi e Vânia Doutel Vaz Luz, Cenografiae Direção Técnica Letícia Skrycky Sonoplastia Adriana João Sonoplastia Adriana João Figurino Nina Botkay Colaboradoras na residência Josefa Pereira, Luara Learth, Piny e Nina Botkay Produção Alkantara Coprodução Teatro do Bairro Alto, Teatro Municipal do Porto / DDD - Festival Dias da Dança, A Oficina / Centro Cultural Vila Flor Residências Artísticas Alkantara, Casa da Dança, Estúdios Victor Córdon/OPART Residência de Co-produção O Espaço do Tempo Agradecimentos Rui Horta, Maggie Segale, Ana Trincão, Giovanni Lourenço.
Projeto apoiado pelo programa de residência “La Fabrique Chaillot” – Chaillot Théâtre National de la Danse (Paris) e pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Vânia Doutel Vaz, Angolana nascida em Setúbal, é intérprete e criadora na área da dança. Num território híbrido entre a performance, a coreografia e a colaboração interdisciplinar, usa a ideia do corpo como arquivo e veículo de ficção para se centrar nas questões relacionais. Interessa-se por criar uma lógica de rotação dos lugares de observação, permitindo que diferentes subjetividades se manifestem através do diálogo entre corpos, olhares e presenças. Deste modo, procura, na relação entre performer e público, potenciar o surgimento de uma...