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Ali Chahrour

Quando Vi o Mar

Três mulheres negras dançam com energia em primeiro plano, enquanto dois músicos atuam no palco, ao fundo. Dançam de forma expressiva e intensa, num palco pouco iluminado. À esquerda, duas mulheres interagem sorridentes, uma amparando a outra pela cintura. À direita, a terceira mulher projeta o tronco para trás e o cabelo esvoaça do ar, num movimento enérgico. Em segundo plano, dois músicos acompanham a cena com instrumentos e percussão. - Christophe Raynaud De Lage
© Christophe Raynaud De Lage
Três bailarinas negras vestidas de preto num palco escuro. À esquerda, uma mulher apoia e carrega nos braços outra bailarina inclinada para trás; à direita, uma terceira bailarina está sentada no chão, inclinando-se para a frente. - Christophe Raynaud De Lage
© Christophe Raynaud De Lage
Três mulheres dançam com energia num palco mal iluminado, com um DJ a atuar numa plataforma elevada ao fundo. - Christophe Raynaud De Lage
© Christophe Raynaud De Lage
Uma mulher negra com cabelo afro e um top de alças preto. Flete o tronco para trás e olha para cima, com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça, numa expressão de libertação ou esforço. Em segundo plano, desfocados, estão dois músicos com instrumentos de percussão e teclados, num palco com iluminação suave. - Christophe Raynaud De Lage
© Christophe Raynaud De Lage
Uma fotografia a preto e branco em plano médio mostra duas mulheres negras num palco, olhando-se intensamente e sorrindo uma para a outra. Ambas vestem tops pretos. A mulher à esquerda tem tranças e um microfone de cabeça, e segura um tecido estampado nas mãos. A mulher à direita tem cabelo afro e usa um top de alças. O fundo está escuro e desfocado. - Lea Skayem
© Lea Skayem
  • 27.11 — 28.11 2026
  • Espetáculos / Performances
  • TNDMII - Sala Garret
  • M/16
  • 1h15min
  • Em árabe e amárico com legendas descritivas em português e inglês

Entre canto, dança e palavra, três mulheres partilham as suas histórias de migração e trabalho no Líbano, num gesto de partilha, escuta e dignidade.

Na sua nova peça, Ali Chahrour aproxima-nos das vidas de trabalhadoras domésticas migrantes no Líbano, há muito sujeitas a um sistema laboral repressivo, hoje expostas a uma vulnerabilidade ainda maior devido à guerra.

Em palco, Zena Moussa, Tenei Ahmad e Rania Jamal partilham histórias atravessadas por exploração, violência e sobrevivência. Aqui, são performers e contadoras das suas próprias experiências. Entre dança, canto e palavra, traçam percursos num espaço quase despido, onde a luz oscila, abrindo zonas de claridade e sombra. Abed Kobeissy e Lynn Adib acompanham-nas com música ao vivo, que se torna um território comum: uma canção de embalar estilhaçada, onde ecoam a crise de um país e o chamamento distante do mar.

À semelhança de Contado pela minha mãe, apresentado pelo Alkantara Festival no Teatro Nacional D. Maria II em 2021, Quando Vi o Mar atravessa o amor e a perda, a maternidade e o exílio, a memória e a guerra, dando forma àquilo que persiste no meio da perda e da devastação.

Toma nota
Conversa pós-espetáculo com Ali Chahrour e Shahd Wadi (em inglês) a 28 Nov, no Salão Nobre do TNDM II.

Acessibilidade
Sessão com audiodescrição no dia 28 de novembro.
A sala é acessível a pessoas com mobilidade reduzida.

Teaser

Ficha Artística

Título Original When I Saw The Sea Direção e coreografia Ali Chahrour Intérpretes Zena Moussa, Tenei Ahmad, Rania Jamal Música criada e interpretada por Lynn Adib, Abed Kobeissy Assistente de direção e coreografia Chadi Aoun Desenho de Luz e Direção técnica Guillaume Tesson Assistente de direção técnica Pol Seif Desenho de som Benoît Rave Cenografia Guillaume Tesson, Ali Chahrour Comunicação Chadi Aoun Edição texto Hala Omran Produção Ali Chahrour Produção executiva Christel Salem, Chadi Aoun Coprodução Festival d’Avignon, Ibsen Scope, HAU Hebbel am Ufer Berlin, Arab Fund for Arts and Culture (AFAC), Al Mawred al Thaqafi, DeSingel Antwerp, Domino Zagreb / Perforations Festival, Holland Festival, Zürcher Theater Spektakel, Al Madina Theater Apoios Beryte Theater, L’Institut Français de Beyrouth, Wicked Solutions, WASL Productions, Beit el Laffé, Orient 499, Raseef, Beirut Houna center Agradecimentos Viany Ngemakoue, Sophie Ndongo, Jouma Fayé, Mariam Sesay, Sarie Teshome, Aisha Temam, Raheel Teshome, Mihret Birhane, Laurentine Mbekati, Mohana Ishak, Hussein Hajj, Anthony Sahyoun, Ali Khedr, Eric Deniaud, Chrystèle Khodr, Raymond Zakaria, Hind Hamdan, Kafa Megaphone, Seenaryo, Daraj Media, Hammana Artist House, Zoukak Theatre

Coapresentação em Portugal com Teatro Municipal do Porto

Descrição das imagens

No início da página, encontra-se uma galeria com cinco imagens, que vão passando automaticamente.

A primeira imagem mostra três mulheres negras com roupas pretas. Dançam de forma expressiva e intensa, num palco pouco iluminado. À esquerda, duas mulheres interagem sorridentes, uma amparando a outra pela cintura. À direita, a terceira mulher projeta o tronco para trás e o cabelo esvoaça do ar, num movimento enérgico. Em segundo plano, dois músicos acompanham a cena com instrumentos e percussão.

Na segunda imagem vemos as mesmas bailarinas. Estão vestidas de preto num palco escuro. À esquerda, uma mulher apoia e carrega nos braços outra bailarina inclinada para trás; à direita, uma terceira bailarina está sentada no chão, inclinando-se para a frente.

A terceira imagem mostra as três bailarinas a dançar com energia num palco mal iluminado, com um DJ a atuar numa plataforma elevada ao fundo.

Na quarta imagem está apenas uma das mulheres. Flete o tronco para trás e olha para cima, com as mãos entrelaçadas atrás da cabeça, numa expressão de libertação ou esforço. Em segundo plano, desfocados, estão dois músicos com instrumentos de percussão e teclados, num palco com iluminação suave.

A quinta e última imagem é a preto e branco. Um plano médio que mostra duas mulheres num palco, olhando-se intensamente e sorrindo uma para a outra. Ambas vestem tops pretos. A mulher à esquerda tem tranças e um microfone de cabeça, e segura um tecido estampado nas mãos. A mulher à direita tem cabelo afro e usa um top de alças. O fundo está escuro e desfocado.

Ali Chahrour

Nascido em Beirute, o coreógrafo e bailarino Ali Chahrour cria uma linguagem de movimento livre de códigos e modelos ocidentais, que reflete a sua cultura e o contexto político, social e religioso em que vive. Numa série anterior de obras — a sua trilogia sobre a morte, Fatmeh (2014), Leila’s Death (2015) e May He Rise and Smell the Fragrance (2017) — recorreu a rituais fúnebres, cruzando tradição com uma marcada modernidade. Posteriormente, iniciou uma segunda série dedicada ao amor, com Night (2019), seguida de Told by My Mother [Contado pela minha...

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