Conversas pós-espetáculo

- Conversas
As conversas pós-espetáculo são um espaço para trocas e reflexões sobre os processos criativos e os temas abordados nos espetáculos do festival. Este ano, Dorothée Munyaneza, Bilal El Had, Sónia Baptista & Filipa Francisco e Ali Chahrour estarão à conversa com artistas locais num espaço que também estará aberto a perguntas e reflexões do público.
15 NOV 17H00
CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian
Após a apresentação de Shikama, Dorothée Munyaneza conversa com Aoaní (em inglês).
21 NOV 17H00
Centro Cultural de Belém – Blackbox
Após a apresentação de Ch’ttahh, Bilal El Had conversa com Piny (em inglês).
22 NOV 16H00
Sala Estúdio Valentim de Barros / Jardins do Bombarda
Após a apresentação de Espiões – Apocalypse How, conversa entre Sónia Baptista, Filipa Francisco, elenco do espetáculo e Carlota Lagido (em português).
28 NOV 19H00
TNDM II – Sala Garret
Após a apresentação de Quando Vi o Mar, Ali Chahrour conversa com Shahd Wadi (em inglês).

Residente em Marselha, Dorothée Munyaneza é uma artista multidisciplinar que utiliza música, canto, texto e movimento para explorar a rutura enquanto força dinâmica. Munyaneza inspira-se em histórias reais, mobilizando o corpo, a memória e o tempo presente para criar um espaço de ressonância. Natural do Ruanda, formou-se na Jonas Foundation, em Londres, e estudou música e ciências sociais em Canterbury, antes de se estabelecer em França. Ao longo da sua carreira, colaborou com artistas como François Verret, Radouan Mriziga, Alain Mahé, Jean-François...

Bilal El Had (1991, ele/dele) é um bailarino e performer marroquino radicado em Bruxelas. Formado pela P.A.R.T.S., colaborou como intérprete com Anne Teresa De Keersmaeker, Salva Sanchis, Radouan Mriziga, Laurent Chétouane e Maud Blandel, entre outros. Atualmente, desenvolve o seu próprio trabalho coreográfico, explorando a relação entre música e dança como um espaço onde formas tradicionais, memória cultural e imaginário coletivo se cruzam e transformam.

Sónia Baptista (Lisboa,1973) é coreógrafa, dramaturga e intérprete. Tem o Curso de Intérpretes de Dança Contemporânea do Fórum Dança e obteve, com distinção, o grau de Master Researcher in Choreography and Performance pela Universidade de Roehampton, em Londres, Reino Unido. O seu trabalho foi premiado pelo Ministério da Cultura e pela SPA. A sua linguagem é multidisciplinar, misturando textos clássicos, textos filosóficos, cultura pop, questões de género, contextos queer e ecofeministas.

Nascido em Beirute, o coreógrafo e bailarino Ali Chahrour cria uma linguagem de movimento livre de códigos e modelos ocidentais, que reflete a sua cultura e o contexto político, social e religioso em que vive. Numa série anterior de obras — a sua trilogia sobre a morte, Fatmeh (2014), Leila’s Death (2015) e May He Rise and Smell the Fragrance (2017) — recorreu a rituais fúnebres, cruzando tradição com uma marcada modernidade. Posteriormente, iniciou uma segunda série dedicada ao amor, com Night (2019), seguida de Told by My Mother [Contado pela minha...

Aoaní (1984), é atriz, dramaturga, argumentista, realizadora, produtora e jornalista. Natural de São Tomé e Príncipe, vive em Lisboa. Licenciada em Comunicação Social- Jornalismo, pela FANOR, Fortaleza - CE / Brasil , é Mestre em Teatro – Artes Performativas, pela Escola Superior de Teatro e Cinema - IPL, em Lisboa e Doutoranda em Estudos Fílmicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Viveu em Angola, onde trabalhou quase uma década na área da comunicação social e publicou pela editora Chá de Caxinde, em 2012 o livro Miopia Crónica. Desde...

Piny - Ser humano, feminista interseccional, antirracista, ambientalista, ativista. Artista, arquiteta, performer, bailarina, pedagoga, coreógrafa. Nascida em Lisboa, de ascendência portuguesa e angolana. Conclui em 2007 a licenciatura em Arquitetura na FAUTL, e em 2009 a pós-graduação em Cenografia, no mesmo ano, concluiu a formação “Cenografia, Dança e Arquitetura” em Paris na École National d'Architecture e CND. Em 2012, concluiu a licenciatura em Dança em Lisboa. Em nome próprio criou e interpretou obras coreográficas das quais destaca:...

Trabalhou com Meg Stuart, Joana Providencia, Rui Horta, Mark Haim no início dos anos 90. Desde essa altura e durante 20 anos dançou nas peças mais emblemáticas de Francisco Camacho, destacando Dom São Sebastião e Gust. O seu trabalho como coreógrafa e performer tem características multidisciplinares. Aborda temáticas relativas a questões de identidade e contextos auto-biográficos. Destaca as suas peças – notforgetnotforgive, ro.ger, 50 toneladas e Jungle Red. Paralelamente à sua atividade como bailarina e coreógrafa é figurinista e tem trabalhado com...

Shahd Wadi é Palestiniana, entre outras possibilidades, mas a liberdade é sobretudo palestiniana. Tenta exercer a sua liberdade também no que faz, viajando entre investigação, tradução, escrita, curadoria e consultorias artísticas. Procurou as suas resistências ao escrever a primeira dissertação de Doutoramento em Portugal, em Estudos Feministas pela Universidade de Coimbra, que serviu de base ao livro “Corpos na trouxa: histórias-artísticas-de-vida de mulheres palestinianas no exílio” (2017). No seu trabalho aborda as narrativas artísticas no...
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